O lote de documentos inéditos divulgados pelo Pentágono sobre óvnis inclui descrições de avistamentos, relatados por civis na Terra e por astronautas na Lua. Os documentos, que abrangem décadas, foram tirados de sigilo e publicados online na sexta-feira (08/05), por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse no início deste ano que os divulgaria “com base no enorme interesse demonstrado”.
Os EUA têm visto um renovado interesse público em vida extraterrestre nos últimos anos. Em 2022, o Congresso realizou as primeiras audiências sobre óvnis em 50 anos e os militares prometeram mais transparência sobre o assunto. Os 161 arquivos estão acessíveis no site do Departamento de Defesa, e mais serão divulgados em breve.
A divulgação dos arquivos na sexta-feira ocorre depois que o ex-presidente americano Barack Obama despertou ainda mais interesse ao afirmar, em uma entrevista em fevereiro, que os alienígenas eram “reais, mas eu não os vi”. Desde então, Obama esclareceu seus comentários, dizendo que, estatisticamente, as chances de haver vida lá fora são altas, mas que ele não viu “nenhuma evidência” enquanto era presidente.
No final de fevereiro, Trump ordenou ao Pentágono a divulgação de arquivos “relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAP) e objetos voadores não identificados (óvnis)”. Os arquivos divulgados na sexta-feira incluem décadas de memorandos militares tirados do sigilo, relatórios das missões Apollo à Lua e relatos de indivíduos que afirmam ter testemunhado um óvni, ou objeto voador não identificado, que suspeitam ter origem extraterrestre.
Os arquivos contêm transcrições anteriormente mantidas em sigilo dos astronautas a bordo das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17, que pousaram na Lua nas décadas de 1960 e 1970. Buzz Aldrin, o famoso astronauta da missão Apollo 11, disse em uma entrevista de 1969 publicada na sexta-feira que viu vários fenômenos inexplicáveis em sua viagem à Lua.
“Observei o que parecia ser uma fonte de luz bastante brilhante, que atribuímos provisoriamente a um possível laser”, disse ele. As transcrições mostram que o astronauta da Apollo 12 Alan Bean que caminhou na Lua em 1969, disse ter visto partículas e flashes de luz “navegando no espaço” durante a missão. As partículas pareciam estar “escapando da Lua”, segundo ele.
Dois astronautas a bordo da missão Apollo 17, em 1972, também relataram ter visto luzes piscantes enquanto estavam a bordo. “É como o 4 de julho lá fora!”, disse o astronauta Jack Schmitt. Eles acrescentaram que a luz poderia ter sido reflexos em pedaços de gelo.
Em outro dos arquivos divulgados, uma gravação de áudio do voo espacial Gemini 7 de 1965 apresenta a comunicação entre o astronauta Frank Boman e o suporte em solo. Ele relata o avistamento de um objeto não identificado ao controle da missão da Nasa, descrevendo um “bicho-papão” e “trilhões de pequenas partículas” vistas à esquerda da espaçonave.