Papa Leão XIV envia carta de solidariedade aos pais de Benício, menino que morreu após erro médico em Manaus
A comunidade de Manaus e o Brasil se comovem com a história de Benício, o menino de 6 anos que faleceu em 23 de novembro de 2024, após receber uma dose incorreta de adrenalina em uma unidade hospitalar. A família, em meio à dor lancinante, buscou conforto e recebeu uma resposta tocante do Papa Leão XIV, que demonstrou profunda solidariedade e proximidade.
A mãe de Benício, Joyce Xavier, relatou que, movida pela amiga, escreveu ao líder da Igreja Católica em um momento de profundo sofrimento. Ela expressou a imensurável dor pela perda do filho, descrito como uma criança pura, amorosa, inteligente e saudável, e pediu palavras de consolo e orientação para lidar com a tragédia.
A resposta do Papa Leão XIV trouxe um alento significativo para a família, reforçando a importância da fé e da esperança. O pontífice assegurou sua proximidade e ternura, afirmando que compartilha e carrega o sofrimento da família, inspirando-os a encontrar paz com Maria e a acreditar que, apesar da dor presente, um novo dia trará a alegria de volta.
O caso Benício: erro médico e investigação em andamento
Benício faleceu após receber adrenalina diretamente na veia, um procedimento considerado inadequado para o seu quadro clínico. A investigação policial aponta que tanto a via de administração quanto a dosagem prescrita não eram as indicadas para a criança. Após a aplicação, Benício sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu, conforme informações divulgadas pela imprensa.
A médica responsável pela prescrição, Juliana Brasil Santos, e a técnica de enfermagem, Raiza Bentes, foram indiciadas por homicídio doloso. A Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para finalizar o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias que levaram à trágica morte do menino Benício.
Versões e alegações sobre o erro médico
Em seu depoimento, a médica reconheceu o erro na prescrição da adrenalina por via intravenosa, admitindo que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela expressou surpresa pelo fato de a equipe de enfermagem não ter questionado a prescrição, segundo relatos.
Por outro lado, a defesa da médica alega que o erro pode ter ocorrido devido a uma falha no sistema de prescrição do hospital. Conforme a defesa, o sistema teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades ocorridas no dia do atendimento, o que teria levado à prescrição equivocada.
Técnica de enfermagem afirma ter seguido orientação médica
A técnica de enfermagem, Raiza Bentes, declarou em seu depoimento que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina sem diluição. Ela afirmou ter informado a mãe da criança sobre o procedimento e relatou que, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar, indicando o agravamento súbito do seu estado de saúde.
O caso de Benício continua a gerar comoção e discussões sobre a segurança e os protocolos médicos em unidades de saúde. A família busca justiça e espera que a verdade venha à tona para evitar que outras crianças passem por situações semelhantes. A carta do Papa Leão XIV, neste contexto, representa um farol de esperança em meio à tempestade.