Operação Anhangá 2 flagra exploração de animais silvestres para turismo no Amazonas

Um suspeito foi detido em flagrante, cobrando R$ 30 para que turistas tirassem fotos com animais silvestres durante a Operação Anhangá 2, realizada no lago do Janauari, no Amazonas. A ação policial visava o resgate de animais que estavam sendo explorados economicamente para fins turísticos.

Sem perceber que estava sendo filmado por uma equipe de reportagem, o homem ofereceu fotos com preguiça, cobra e jacaré mediante pagamento. A prática de usar animais silvestres sem licença ambiental é **crime no Brasil**, conforme a Lei de Crimes Ambientais n° 9.605/1998 e o Decreto Federal n° 6.514/2008, que preveem pena de detenção e multa.

Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas, os animais resgatados provavelmente eram **dopados** para parecerem mais dóceis aos turistas. A operação, que contou com a parceria do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), resultou na prisão de quatro pessoas e no resgate de dois jacarés e uma preguiça. Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama. As multas aplicadas totalizaram R$ 10,5 mil.

Animais Resgatados e Suspeitos Detidos

Durante a ação, foram encontrados em posse dos suspeitos dois jacarés e uma preguiça. A polícia informou que os envolvidos **não eram indígenas**, mas atuavam próximos a uma aldeia Tuyuka, onde turistas acompanhavam apresentações culturais no momento das prisões. A operação integra o programa Segurança Presente e teve apoio de diversos órgãos, incluindo o Ibama e a Amazonastur.

Denúncias e Operações Anteriores

As denúncias que levaram à operação partiram de solicitações do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) sobre a exploração ilegal de animais silvestres para interação com turistas. A primeira fase da Operação Anhangá, ocorrida em maio de 2025, resultou na prisão de um homem e na apreensão de três adolescentes, além do resgate de sete animais, incluindo preguiças, macacos, uma arara e uma cobra.

Crime Ambiental e Penas

O uso de animais silvestres em atividades turísticas sem a devida autorização ambiental é considerado **crime ambiental** no Brasil. A legislação prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem comete essa infração. A polícia suspeita que os animais eram sedados para garantir a segurança dos turistas e facilitar a exploração.

Ações de Proteção à Fauna Silvestre

A Operação Anhangá 2 reforça o compromisso das autoridades amazonenses na proteção da fauna silvestre contra a exploração ilegal. A parceria entre a Polícia Civil, o Ipaam e outros órgãos governamentais demonstra a importância de ações integradas para combater crimes ambientais e garantir o bem-estar dos animais.