O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta a maior crise de seu mandato. Mais de 80 parlamentares do Partido Trabalhista pedem sua renúncia após derrotas históricas nas eleições locais.

O partido perdeu mais de 1.400 assentos em conselhos municipais na Inglaterra, foi derrotado no País de Gales e obteve seu pior resultado na Escócia em um século. O partido de direita Reform UK, liderado por Nigel Farage, conquistou mais de 1.450 cadeiras, canibalizando votos trabalhistas.

Quatro ministros de escalão inferior entregaram seus cargos nesta terça-feira, incluindo Miatta Fahnbulleh (Habitação) e Dr. Zubir Ahmed (Inovação em Saúde). O ministro da Saúde, Wes Streeting, é visto como potencial sucessor, e seus aliados renunciaram a cargos de assistentes ministeriais.

Starmer disse a ministros em reunião de emergência que não vai renunciar e que pretende seguir governando. “O que testemunhamos com o último governo foi o caos de mudar constantemente de líder”, afirmou.

A libra esterlina caiu e os custos de empréstimos do governo aumentaram. Se Starmer renunciar ou for deposto, ele se tornará o sétimo primeiro-ministro do Reino Unido em uma década. A permanência de Starmer no poder ainda é incerta, e a rebelião continua crescendo.