Desmatamento no Amazonas registra queda de 57% nos primeiros cinco meses de 2026, aponta Inpe

Uma notícia animadora para a preservação ambiental no Brasil: o estado do Amazonas viu uma **redução significativa de 57%** na área desmatada entre janeiro e maio de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. Os dados, divulgados pelo sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam uma melhora considerável.

A área afetada pela derrubada de florestas diminuiu de 14.263 hectares para 6.081 hectares. Essa diferença representa **8.182 hectares a menos de floresta destruída**, uma área equivalente a cerca de 11,5 mil campos de futebol, demonstrando um avanço importante nas políticas de combate ao desmatamento.

Além da redução na área devastada, o número de alertas de desmatamento também apresentou queda. Foram registrados 423 alertas entre janeiro e maio de 2026, contra 772 no mesmo período de 2025, o que significa uma **redução de aproximadamente 45%** nos focos de desmatamento identificados. As informações são acompanhadas de perto pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Apuí Continua na Liderança de Desmatamento, Apesar da Queda Geral

Apesar dos números positivos em âmbito estadual, o município de **Apuí**, localizado no sul do Amazonas, ainda figura como o principal ponto de desmatamento no estado. Entre janeiro e maio de 2026, Apuí registrou 43 alertas, o maior índice do Amazonas.

Em seguida na lista de municípios com maior número de alertas aparecem **Lábrea**, com 33 ocorrências, e **Humaitá**, com 23. A situação se reflete na área afetada, onde Apuí também lidera, com 1.652 hectares desmatados. Lábrea surge em segundo lugar com 1.401 hectares, seguida por Novo Aripuanã, com 813 hectares.

Operação Tamoiotatá: Combate Contínuo ao Desmatamento Ilegal

Para combater o desmatamento ilegal, o Amazonas tem realizado ações como a **Operação Tamoiotatá**, que já está em sua sexta edição desde 2021. Esta operação é uma força-tarefa que reúne órgãos ambientais e de segurança para fiscalizar as áreas identificadas pelos alertas de satélite.

As equipes envolvidas na Tamoiotatá realizam vistorias em campo, aplicam multas e implementam embargos quando irregularidades são constatadas. A operação tem previsão de continuar até dezembro de 2026, cobrindo o período de maior estiagem no estado, que aumenta o risco de queimadas e, consequentemente, de desmatamento.

O Papel do Inpe e a Importância dos Dados para a Preservação

Os dados do Inpe, coletados pelo sistema Deter, são fundamentais para o monitoramento e a **tomada de decisões** na luta contra o desmatamento. A capacidade de detectar alertas em tempo real permite que as autoridades ajam rapidamente para conter a destruição da floresta amazônica.

A redução expressiva observada em 2026, embora positiva, reforça a necessidade de **continuidade e intensificação das ações de fiscalização e combate** ao desmatamento ilegal, especialmente em municípios que ainda apresentam altos índices, como Apuí. A preservação da Amazônia é crucial para o equilíbrio climático do planeta.