Crise na UEA: Governo do Amazonas mantém R$ 100 milhões bloqueados e gera polêmica

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, enfrenta forte oposição após anunciar a revogação de um decreto que autorizava o corte de R$ 100 milhões no orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Contudo, a verba permanece contingenciada, expondo uma grave crise de caixa e levantando questionamentos sobre a saúde financeira do estado.

A manobra retórica do governador se tornou alvo de duras críticas por parte da oposição. O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos, utilizou as redes sociais para denunciar o que chamou de **”péssimo manejo do dinheiro público”**, acusando o governo de tentar cobrir um déficit bilionário herdado da gestão anterior.

Segundo Marcelo Ramos, a retenção dos recursos da UEA e de outros fundos estaduais é uma **”tentativa desesperada de cobrir um déficit bilionário”**. A crítica, conforme informações divulgadas, mira diretamente no ex-governador Wilson Lima, apontado como o principal responsável pela atual situação financeira do estado.

Marcelo Ramos acusa governo de “meter a mão” em verbas essenciais

Em tom incisivo, Marcelo Ramos declarou que o governo de Roberto Cidade está sacrificando setores estratégicos, como o fomento econômico e o ensino superior, para **”pagar a conta de uma administração fiscal irresponsável”**. Ele enfatizou que o dinheiro da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), destinado a pequenos empreendedores, também está sendo afetado.

“Eles estão metendo a mão no dinheiro da Afeam, tirando dinheiro de pequeno empreendedor, para cobrir o rombo que o ex-governador Wilson Lima deixou. Essa turma arrombou os cofres do Estado do Amazonas”, disparou o petista, apontando Wilson Lima como o **”verdadeiro arquiteto da crise”**.

Governo minimiza impacto e culpa “narrativas” da oposição

Diante da repercussão negativa, Roberto Cidade tentou minimizar o impacto do bloqueio financeiro. Ao confirmar a revogação do decreto, mas manter o contingenciamento, o governador reiterou que os serviços essenciais não seriam afetados. Ele prometeu que o valor seria liberado conforme as necessidades da UEA.

“O valor continuará contingenciado e será liberado conforme as necessidades da Universidade do Estado do Amazonas. Os serviços da UEA seguem funcionando integralmente, sem qualquer prejuízo”, afirmou Cidade, que também atribuiu a polêmica a adversários que estariam **”politizando o tema de olho no calendário eleitoral”**.

Realidade financeira exposta pelo contingenciamento

O malabarismo semântico de suspender um decreto sem devolver o dinheiro à sua origem, no entanto, dificilmente se sustenta fora dos gabinetes governamentais. A atitude evidencia que o Amazonas atravessa uma **”asfixia fiscal real”**. Quando um governo precisa recorrer às verbas da principal universidade pública e ao dinheiro destinado a pequenos empreendedores para fechar suas contas, o rombo no erário deixa de ser apenas uma “narrativa” da oposição e se torna uma **”dura e inegável realidade matemática”**.

A situação levanta sérias preocupações sobre a gestão dos recursos públicos no estado, com a oposição prometendo novas denúncias e a população aguardando soluções concretas para a crise financeira que afeta diretamente instituições essenciais como a UEA.