Motorista que atropelou cães em Manaus tem prisão preventiva decretada após dizer “se eu pudesse, faria de novo”

Um caso chocante de crueldade contra animais ganhou repercussão em Manaus. Jefferson Figliuolo, de 35 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após atropelar propositalmente uma matilha de cães comunitários no bairro Parque Dez de Novembro. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (23).

O motorista foi detido no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes enquanto tentava embarcar em um voo com destino a São Paulo. Imagens capturadas por câmeras de segurança registraram o momento exato em que o veículo de Jefferson invade a calçada da rua Adauto Uchôa e atinge os animais que descansavam no local.

A ação resultou na morte de uma cadela e deixou outros cinco animais feridos. Dois deles ainda seguem internados em estado grave no Hospital Público Veterinário do Amazonas, conforme informações da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet). O suspeito, ao ser abordado pela polícia, proferiu a frase:

“Se eu pudesse, faria de novo”, declarou o motorista, segundo vídeos que circularam nas redes sociais. O g1 busca contato com a defesa do suspeito para obter seu posicionamento.

Câmeras flagraram a ação cruel contra cães comunitários

As gravações das câmeras de segurança são contundentes. Elas mostram os cães, conhecidos como comunitários por serem cuidados pelos moradores da região, descansando na calçada e outros próximos à via. De repente, um carro branco surge em alta velocidade e o condutor, de forma deliberada, lança o veículo contra os animais indefesos.

O impacto foi brutal, com um dos cães sendo arremessado. Apesar do susto e da gravidade das lesões, o animal conseguiu se levantar e fugir com os demais. A comunidade local, que mantém vasilhas com ração e água para os animais, ficou estarrecida com o ocorrido.

Suspeito encaminhado para delegacia especializada e prisão mantida

Após a prisão no aeroporto, Jefferson Figliuolo foi levado pela Polícia Militar à Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema). Lá, ele passou pelos procedimentos legais necessários antes de ser apresentado à audiência de custódia. O delegado responsável pelo caso informou que o objetivo agora é manter o suspeito preso e aprofundar as investigações para entender a motivação por trás do ato.

Decisão judicial reforça o combate à crueldade animal

A Justiça, ao analisar o caso na audiência de custódia, decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Jefferson Figliuolo. A decisão reforça a importância da proteção animal e o combate à crueldade, enviando uma mensagem clara de que tais atos não serão tolerados. O caso foi denunciado por protetores de animais e continua sob investigação da Dema.