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Política

Fim da Escala 6×1: Líder do PL exige contrapartida robusta do governo para aprovar medida na Câmara

Fim da Escala 6×1: Líder do PL exige contrapartida robusta do governo para aprovar medida na Câmara

Líder do PL na Câmara condiciona aprovação do fim da escala 6×1 a contrapartidas do governo para empresas

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sostenes Cavalcante (RJ), declarou que a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional dependerá de uma **contrapartida significativa do governo** para as empresas. A declaração surge em um momento crucial, após o texto ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deve formalizar a criação de uma comissão especial nos próximos dias para dar andamento à matéria. No entanto, a resistência de alas petistas em bancar qualquer tipo de ajuda financeira às empresas, como uma desoneração, já se manifesta nos bastidores. Ainda assim, há um reconhecimento de que **alternativas precisarão ser encontradas** para agilizar a votação.

O PL, por sua vez, pretende apresentar pelo menos duas alterações importantes ao texto. Uma das propostas em discussão é a implementação do **pagamento por hora trabalhada**, uma sugestão que também foi defendida pela campanha do presidenciável Romeu Zema (Novo). A exigência é clara: sem benefícios concretos para o setor produtivo, a aprovação se torna um desafio.

PL alerta para dificuldades sem “abrir o cofre”

Em entrevista ao Painel, Sostenes Cavalcante foi enfático ao afirmar que a falta de uma contrapartida adequada dificultará a tramitação do projeto. “Ou o governo abre o cofre para aprovar o texto ou vai ter muita dificuldade aqui na Câmara”, disse o parlamentar. A declaração sinaliza um **posicionamento firme do PL** na negociação, buscando garantir benefícios econômicos em troca do apoio à medida que visa alterar a jornada de trabalho.

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Oposição articula para protelar votação da PEC

Enquanto isso, alguns deputados da oposição já articulam estratégias para **protelar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)**. A intenção é utilizar o máximo de sessões regimentais disponíveis, que totalizam 40, com o objetivo de impedir a aprovação do texto ainda no primeiro semestre. Essa tática visa forçar um debate mais aprofundado e pressionar por concessões do governo.

Críticas à “pressa” e “eleitoreirismo” na votação

O deputado Fausto Pinato (PP-SP) criticou a celeridade com que o tema tem sido tratado. “Tudo está sendo feito de forma açodada e eleitoreira. Não dá para tratar um tema tão importante dessa forma”, declarou. A preocupação é que decisões importantes sejam tomadas sob pressão, sem a devida análise das implicações para trabalhadores e empregadores. Governistas, contudo, receberam garantias de Arthur Lira de que a matéria terá **celeridade na votação em plenário até o final de maio**.

Governo busca acelerar aprovação com possíveis desonerações

Diante do impasse, o governo busca acelerar a tramitação do fim da escala 6×1, mas enfrenta a exigência de contrapartidas robustas por parte da oposição, especialmente do PL. A possibilidade de **desonerações fiscais ou outras medidas de incentivo** para as empresas está sendo considerada nos bastidores como forma de viabilizar a aprovação. A negociação promete ser intensa nas próximas semanas, definindo os rumos da jornada de trabalho no país.

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