Amazonas em Alerta: SRAG Aumenta 14,6% em 2026, Bebês são os Mais Afetados
Um crescimento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foi registrado no Amazonas. Nos primeiros quatro meses de 2026, o estado contabilizou um aumento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
A SRAG não é uma doença específica, mas sim um conjunto de sintomas graves que podem ser causados por diversos agentes infecciosos, incluindo vírus como o da gripe e a Covid-19, além de bactérias. O aumento observado acende um sinal de alerta para a saúde pública na região.
O levantamento epidemiológico aponta um total de 731 casos confirmados de SRAG entre janeiro e abril de 2026, contra 638 no mesmo intervalo de 2025. Apenas em abril houve uma leve redução, mas fevereiro registrou o maior salto, com um aumento de 66,1%.
VSR e Rinovírus Dominam Causas da SRAG no Estado
Entre os agentes identificados como causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera com **325 casos**, seguido de perto pelo Rinovírus, com 261 ocorrências. A Influenza A também aparece no ranking, com 90 registros. A prevalência desses vírus destaca a importância da vigilância e das medidas de prevenção.
Bebês e Crianças Pequenas São os Mais Vulneráveis
A faixa etária mais atingida pela SRAG neste ano são as **crianças com menos de 1 ano de idade**, que somam 369 casos. Em seguida, aparecem crianças de 1 a 4 anos, com 216 registros, e idosos com 60 anos ou mais, que totalizam 95 casos. Essa vulnerabilidade infantil ressalta a necessidade de cuidados redobrados com os pequenos.
Manaus Concentra a Maior Parte dos Casos de SRAG
A capital, **Manaus, lidera o ranking de municípios com maior número de casos de SRAG**, registrando expressivos 548 ocorrências. Outros municípios como Eirunepé e Guajará aparecem com 19 casos cada. A concentração de casos na capital reforça a importância de ações de saúde pública direcionadas e integradas.
Prevenção é a Chave Contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave
Para combater o avanço da SRAG, a FVS-RCP reforça a importância de medidas não farmacológicas. O **uso de máscaras de proteção respiratória**, a **higienização frequente das mãos** e a adoção da **etiqueta respiratória** são fundamentais. Além disso, a **vacinação contra a Covid-19 e a influenza** continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção contra as doenças que podem levar à SRAG.