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Saúde

Médicos no RJ: Quase Mil Agressões Registradas Desde 2018; Cremerj e CFM Discutem Urgência em Segurança

Médicos no RJ: Quase Mil Agressões Registradas Desde 2018; Cremerj e CFM Discutem Urgência em Segurança

Agressões a médicos no Rio de Janeiro: um alerta vermelho para a segurança no trabalho

Um levantamento alarmante revela que quase mil médicos sofreram algum tipo de agressão no exercício de suas funções no estado do Rio de Janeiro desde 2018. Os números, divulgados pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), acendem um sinal de alerta sobre a segurança desses profissionais.

As estatísticas indicam um cenário preocupante, com a maioria dos casos ocorrendo em unidades públicas de saúde, mas sem poupar o setor privado. A violência verbal lidera o ranking, seguida por casos de assédio moral e agressões físicas, o que demonstra a gravidade da situação.

Diante desse quadro, o Cremerj e o CFM promoveram um encontro para discutir ações urgentes. A necessidade de garantir um ambiente de trabalho seguro para os médicos, que estão na linha de frente do cuidado com a população, foi o ponto central do debate, conforme informação divulgada pelo Cremerj.

Violência atinge principalmente mulheres médicas

O levantamento aponta que a **maioria das vítimas de agressão no ambiente de trabalho é composta por mulheres médicas**. Essa constatação adiciona uma camada de preocupação à já grave questão da violência contra profissionais de saúde no Rio de Janeiro.

O presidente do Cremerj, Antônio Braga Neto, classificou os dados como um “alerta claro” e ressaltou a necessidade de ação imediata. “Esses dados mostram uma realidade grave, que não pode mais ser tolerada”, afirmou Braga Neto, enfatizando que os profissionais merecem condições mínimas de segurança.

Agressões verbais e assédio moral lideram ocorrências

Entre 2018 e 2025, foram registrados **987 casos de agressão contra médicos no Rio de Janeiro**. Desse total, **717 ocorreram em unidades públicas e 270 em unidades privadas**. As agressões verbais somam 459 registros, seguidas por 89 casos de agressão física e 208 de assédio moral.

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Esses números evidenciam que a violência no ambiente de trabalho médico vai além de confrontos físicos, abrangendo também o **assédio moral**, que afeta a saúde mental e o bem-estar dos profissionais. A segurança para os médicos é, portanto, uma pauta urgente.

Cremerj e CFM buscam soluções para a segurança dos médicos

A discussão sobre a segurança dos médicos no Rio de Janeiro ganhou força com o encontro promovido pelo Cremerj e CFM. A entidade médica ressalta a importância de medidas efetivas para proteger esses profissionais, que dedicam suas vidas ao cuidado da saúde da população.

Braga Neto também destacou a gravidade de casos de violência contra médicas. “É absolutamente inaceitável que médicas sejam vítimas de violência física dentro de unidades de saúde. Trata-se de uma situação extrema”, declarou o presidente do Cremerj, reforçando a urgência de **garantir proteção e segurança** para todos os profissionais.

Um chamado à ação para um ambiente de trabalho mais seguro

Os dados divulgados servem como um forte chamado à ação para autoridades, gestores de saúde e a sociedade em geral. É fundamental que sejam implementadas políticas e práticas que **assegurem um ambiente de trabalho seguro e respeitoso** para todos os médicos e profissionais de saúde.

A violência contra médicos não é apenas um problema individual, mas um reflexo de questões sociais e estruturais que precisam ser enfrentadas. A busca por soluções passa pela conscientização, pela aplicação rigorosa da lei e pela criação de mecanismos de apoio às vítimas.

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