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Amazonas

Ribeirinhos do AM Receberão Pagamento por Manejo Sustentável do Pirarucu com Novo Programa de R$ 15 Milhões

Ribeirinhos do AM Receberão Pagamento por Manejo Sustentável do Pirarucu com Novo Programa de R$ 15 Milhões

Novo Programa Beneficiará 5 Mil Ribeirinhos do Amazonas com Pagamento por Manejo Sustentável do Pirarucu

Um marco para a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia foi anunciado em Manaus. Cerca de 5 mil ribeirinhos do estado do Amazonas serão remunerados pelo manejo sustentável do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo. A iniciativa, lançada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, busca fortalecer as comunidades locais que atuam na preservação da espécie e dos ecossistemas fluviais.

O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Pirarucu (PSA Pirarucu) representa um investimento significativo de aproximadamente R$ 15 milhões ao longo de dois anos. Os recursos, provenientes de fontes internacionais e com o apoio de organismos das Nações Unidas (ONU), serão direcionados a mais de 40 organizações extrativistas em 41 áreas protegidas do Amazonas. As entidades já estão cadastradas junto ao Ibama, órgão responsável pela fiscalização das atividades.

O manejo sustentável do pirarucu é uma prática que tem demonstrado resultados expressivos na recuperação dos estoques do peixe e na manutenção do equilíbrio dos rios. As comunidades envolvidas controlam a pesca, respeitando rigorosamente os períodos de reprodução da espécie. Essa abordagem garante a continuidade do recurso pesqueiro e, ao mesmo tempo, contribui para a saúde dos ecossistemas amazônicos, conforme informação divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Reconhecimento e Valorização do Trabalho Comunitário

A cerimônia de lançamento do programa foi marcada por um cêntico indígena entoado por Assis Siwa, da etnia Mayuruna, que atua no manejo do pirarucu no Vale do Javari, ressaltando a importância cultural e ancestral das práticas sustentáveis na região. A ministra Marina Silva destacou que o pagamento pelos serviços ambientais é um reconhecimento da forma como as comunidades vivem, pescam e cuidam dos lagos, o que resultará em um acréscimo importante na renda dos manejadores, podendo chegar a 40% de aumento.

Esta medida se alinha a uma estratégia mais ampla do governo para fortalecer a bioeconomia na Amazônia, promovendo atividades econômicas que valorizam a floresta em pé e a biodiversidade. A expectativa é que o programa impulsione a renda das famílias ribeirinhas e incentive a continuidade das práticas de manejo sustentável, garantindo a preservação do pirarucu para as futuras gerações.

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Certificação Orgânica Abre Novos Mercados

Além do pagamento direto, o governo anunciou uma medida que promete impulsionar ainda mais a renda dos pescadores: a certificação orgânica do pirarucu manejado em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Uma portaria assinada durante o evento oficializa essa possibilidade, permitindo que o produto seja comercializado por um valor até 30% maior.

Essa certificação não só agrega valor ao pirarucu, mas também abre portas para a sua inclusão em compras públicas, ampliando o alcance e a demanda pelo pescado. A secretária de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, ressaltou que os recursos do programa devem ampliar o alcance das ações junto a manejadores e cooperativas, consolidando a bioeconomia como um pilar de desenvolvimento para a região.

Impacto Positivo na Comunidade

A pescadora Elcimar Ribeiro, da zona rural de Fonte Boa, testemunhou a transformação em sua comunidade. Ela relatou que, no passado, os lagos apresentavam poucos peixes grandes, mas que a realidade mudou significativamente com a implementação do manejo sustentável. Essa mudança positiva demonstra o impacto direto e tangível das práticas conservacionistas na vida das pessoas.

O PSA Pirarucu é um exemplo de como a colaboração entre governo, comunidades locais e organismos internacionais pode gerar resultados positivos para o meio ambiente e para a economia. O programa reforça a importância do manejo sustentável do pirarucu como ferramenta de conservação e de geração de renda na Amazônia.

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