Presidente do Irã declara “declaração de guerra” após morte de Khamenei e promete vingança contra EUA e Israel.

A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em um bombardeio coordenado entre Estados Unidos e Israel, desencadeou uma forte reação do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Em pronunciamento oficial, Pezeshkian classificou o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu “vingança legítima” contra os responsáveis.

O Irã confirmou a morte de Khamenei no sábado (28), após o líder ter sido atingido em seu local de trabalho. A notícia chocou o cenário geopolítico mundial, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertindo o Irã contra novos ataques e celebrando a morte de Khamenei como um ato de justiça.

Segundo a agência estatal iraniana Isna, o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança. O governo do Irã declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral, classificando o ocorrido como um “crime” que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. Conforme informação divulgada pela imprensa iraniana com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho, o ataque deixou 201 mortos e 747 feridos.

Khamenei, um líder de décadas, é dado como morto em ataque.

Ali Khamenei, que comandou o Irã por quase quatro décadas, foi morto em um bombardeio que atingiu áreas próximas ao complexo presidencial e instalações utilizadas pelo líder supremo em Teerã. A agência estatal Fars confirmou o falecimento, definindo-o como “martirizado”. Donald Trump, em publicação nas redes sociais, afirmou que Khamenei “não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel”.

O Irã retaliou o ataque disparando mísseis contra Israel e atingindo bases americanas no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, conforme noticiado pela agência estatal iraniana Tasnim. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva resultou na morte de comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, anunciando que “milhares de alvos” seriam atacados nos próximos dias.

Tensões escalam no Oriente Médio com ataques e contra-ataques.

Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades iranianas, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O Exército israelense alegou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”. Fontes ouvidas pela agência Reuters indicaram que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, ativando sirenes de alerta. Explosões foram ouvidas em países vizinhos como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O governo dos Emirados Árabes Unidos informou ter interceptado mísseis iranianos, com uma morte reportada na capital Abu Dhabi.

Histórico de Khamenei e o futuro incerto do Irã.

Ali Khamenei, nascido em 1939, ascendeu ao poder após a Revolução Islâmica de 1979. Ele liderou o país em um período de forte hostilidade aos Estados Unidos e negação da existência de Israel. Sua liderança foi marcada pela repressão à dissidência interna, como os protestos da Onda Verde em 2009 e as revoltas de 2019 e 2022, após a morte de Mahsa Amini.

A economia iraniana, já fragilizada por sanções ocidentais e inflação alta, sofreu um novo golpe com os recentes ataques. A insatisfação popular tem crescido, e o futuro político e de segurança do Irã permanece incerto em meio a um cenário de escalada de tensões com potências ocidentais e Israel.