Indígena Apurinã, 50 anos, é preso no Amazonas por estuprar e engravidar a própria neta de 12 anos; crime chocou comunidade

Um caso chocante abalou a comunidade indígena Bacuri, próxima a Tapauá, no interior do Amazonas. Um homem de 50 anos, pertencente à etnia Apurinã, foi preso sob a acusação de ter estuprado sua neta de apenas 12 anos. A gravidade da situação se agrava pelo fato de a adolescente ter ficado grávida do próprio avô.

Segundo a polícia, o suspeito é **pai-avô** da vítima, pois a menina é fruto de abusos que ele cometeu ao longo dos anos contra a própria filha, hoje com 33 anos. Além do estupro e da gravidez resultante, o homem é investigado por outros crimes graves, como **cárcere privado e abandono intelectual** da menor.

As autoridades só foram acionadas quando a adolescente já estava com seis meses de gestação. A equipe de saúde indígena, ao insistir para que a jovem recebesse acompanhamento médico, descobriu a terrível situação. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o delegado Jailton Santos relatou que o suspeito mantinha a menina escondida da equipe de saúde e até mesmo de sua própria família.

Prisão após fuga e denúncia

Após a denúncia chegar às autoridades, uma operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar foi organizada para prender o suspeito. No entanto, ele conseguiu fugir inicialmente. Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil solicitou a **prisão preventiva** do indígena, que foi autorizada pela Justiça. Ele acabou sendo capturado ao retornar para a comunidade onde residia.

Adolescente e bebê recebem cuidados médicos

A adolescente, vítima dos abusos, já deu à luz em Beruri. Ela está recebendo todos os cuidados necessários de equipes de saúde locais e, atualmente, encontra-se sob a proteção e os cuidados de sua mãe, junto com o recém-nascido. A situação de vulnerabilidade da menina e da criança é um ponto central na investigação.

Investigação em andamento e falta de retorno da Funai

O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias dos crimes cometidos pelo indígena Apurinã. O portal g1 tentou contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para obter informações sobre o acompanhamento do órgão neste caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. A atuação de órgãos de proteção é fundamental para garantir a segurança e os direitos das vítimas.

Abusos que se estenderam por anos

A revelação de que a menina é fruto de abusos cometidos pelo avô contra a própria filha, que já tem 33 anos, demonstra a **extensão e a brutalidade** dos crimes. A polícia investiga como esses abusos ocorreram ao longo do tempo e como a situação se manteve oculta por tanto tempo dentro da comunidade indígena. A investigação busca entender a dinâmica familiar e a possível cumplicidade de outros membros.

Impacto na comunidade e proteção à vítima

A prisão do indígena e a revelação dos crimes causaram grande comoção na comunidade indígena Bacuri. As autoridades reforçam a importância da denúncia e do apoio às vítimas de violência. A proteção da adolescente e de seu bebê é a prioridade máxima neste momento, garantindo que recebam o suporte necessário para superar essa traumática experiência.