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Tenente do Amazonas preso por estupro é acusado de abusar de menina de 8 anos: “Ele destruiu a minha vida”

Tenente do Amazonas preso por estupro é acusado de abusar de menina de 8 anos: “Ele destruiu a minha vida”
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Jovem de 17 anos detalha abuso sofrido pelo tenente da PM do Amazonas, que está preso por outro caso de estupro.

Uma jovem de 17 anos rompeu o silêncio e relatou pela primeira vez os abusos que sofreu aos 8 anos de idade, cometidos pelo tenente da Polícia Militar do Amazonas, Osvaldo Lima da Silva. Os crimes ocorreram em Manaus, quando o militar mantinha um relacionamento com a mãe da vítima e frequentava a casa da família.

O tenente está preso desde 7 de abril, após se entregar à polícia. Ele é acusado de estuprar outra mulher, de 25 anos, dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010. A jovem vítima, que hoje tem 17 anos, detalhou à Rede Amazônica como os abusos começaram e o impacto devastador em sua vida.

A jovem contou que o primeiro abuso ocorreu quando ela dormia na mesma cama que a mãe e o tenente. Ele a apalpou enquanto a mãe dormia, forçou-a a tocar em sua genitália e a ameaçou de morte, junto com sua família, caso contasse algo. Conforme informação divulgada pela Rede Amazônica, a vítima relatou que o militar dormia com uma pistola debaixo do travesseiro.

O medo e a ameaça como ferramentas do agressor

A vítima descreveu o momento do abuso com detalhes chocantes: “Eu fiquei congelada, eu não conseguia falar, eu não conseguia me mexer, eu não esperava isso, era uma criança inocente”, afirmou. No dia seguinte, ao contar para a mãe, o tenente negou tudo, alegando que a menina havia tido um pesadelo.

Apesar da denúncia inicial, o militar continuou frequentando a casa, aproveitando-se da vulnerabilidade da família. A advogada Jadiane Kavadi, da Procuradoria da Mulher, descreveu o padrão de comportamento do agressor: “Ele se achegou a ela como um príncipe, dando doces, levando para passear, dando sorvete, dando muito carinho, como todo agressor que quer se aproximar de uma vítima”.

Denúncia formal e as sequelas psicológicas

A denúncia formal dos abusos só foi realizada em 2020, quando a jovem tinha entre 12 e 13 anos, com o apoio do pai e da avó paterna. Ela relatou ter desenvolvido graves problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, fobia social e transtorno bipolar.

A jovem mencionou ter tentado suicídio em três ocasiões e faz uso contínuo de medicação controlada. Dias antes da entrevista, ela havia recebido alta hospitalar após uma nova tentativa. “Ele destruiu a minha vida por completo”, desabafou a vítima.

O Ministério Público já havia denunciado Osvaldo pelo crime em 2025. A defesa do tenente, em nota, informou que não se manifestará sobre a nova denúncia neste momento.

Prisão e nova acusação de estupro

A prisão do tenente Osvaldo Lima da Silva ocorreu após a Justiça do Amazonas acatar o pedido de prisão preventiva. Ele se apresentou espontaneamente no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) depois que uma jovem de 25 anos o denunciou por estupro.

A segunda vítima relatou que o crime aconteceu no dia 6 de abril, durante uma abordagem policial na rodovia AM-010. Segundo ela, o tenente a mandou entrar na viatura sozinha, alegando falsamente que a moto dela seria roubada, e a levou para um posto de fiscalização.

O estupro ocorreu dentro de uma das salas do posto. A vítima descreveu que o tenente começou a apalpá-la e, em seguida, retirou o cinto com a arma e a colocou sobre a cama. Ela fez a denúncia à Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Defesa contesta acusações e alega contradições

A defesa do tenente Osvaldo Lima da Silva negou todas as acusações, afirmando haver contradições nos depoimentos das vítimas e testemunhas. Argumentam que o laudo pericial apenas confirma a ocorrência de relação sexual, o que, segundo a defesa, não caracteriza estupro.

A defesa também mencionou que a própria vítima relatou uma relação consensual anterior que poderia explicar os vestígios encontrados. O militar compareceu espontaneamente à delegacia, prestou depoimento e autorizou a coleta de DNA, como forma de demonstrar confiança em sua inocência.

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que o agente continua preso no Núcleo Prisional da corporação. Paralelamente, foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos.

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