Pesquisa revela cenário eleitoral complexo, com Flávio Bolsonaro à frente em simulação de segundo turno contra Lula.
Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pela Apex/Futura indica que Flávio Bolsonaro (PL) teria vantagem sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo o levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta 48% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 42,6%. A diferença é de 5,4 pontos percentuais, demonstrando um cenário eleitoral competitivo.
A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas em 895 cidades entre os dias 7 e 11 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais. Os resultados sugerem uma disputa apertada, com implicações significativas para o futuro político do país.
Disputa acirrada e outros cenários testados
O instituto Apex/Futura também avaliou outros cenários para o segundo turno. Em uma simulação contra Fernando Haddad (PT), a vantagem de Flávio Bolsonaro seria ainda maior, alcançando 14 pontos percentuais. Isso sugere que, em confrontos diretos, Bolsonaro pode ter um desempenho mais forte contra determinados oponentes.
A pesquisa também aponta um leve favoritismo de Lula em relação a outros candidatos da direita em um segundo turno. O atual presidente aparece à frente de nomes como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), indicando que a polarização pode se concentrar em blocos ideológicos.
Rejeição elevada e imagem negativa dos candidatos
Um dos pontos mais destacados da pesquisa é a alta taxa de rejeição de ambos os principais candidatos. Lula tem 46% de rejeição, o que significa que quase metade dos entrevistados não votaria nele em hipótese alguma. Já Flávio Bolsonaro registra 44% de rejeição.
Essa elevada rejeição para ambos os lados indica que uma parcela considerável do eleitorado possui uma imagem negativa dos dois principais nomes. A decisão de muitos eleitores pode ser baseada mais em evitar um candidato do que em apoiar ativamente o outro.
Avaliação negativa do STF e apoio ao impeachment de ministros
A pesquisa Apex/Futura também abordou a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem enfrentado turbulências recentes, especialmente devido ao caso Master. O levantamento revela que 67% dos entrevistados avaliam a corte de forma negativa.
Além disso, uma parcela significativa da população se mostra favorável a medidas mais drásticas: 55% dos entrevistados apoiam o impeachment de ministros do STF, enquanto 32% são contrários a essa possibilidade. Esses dados refletem um descontentamento popular com o judiciário.