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STF Asfixia Justiça do Trabalho em Casos de “Pejotização”, Acusa Ministro Luiz Marinho em Encontro com Lula

STF Asfixia Justiça do Trabalho em Casos de “Pejotização”, Acusa Ministro Luiz Marinho em Encontro com Lula
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Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, critica atuação do STF sobre “pejotização”

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (15), alegando que a Corte vem “asfixiando o debate em relação à justiça do trabalho” ao analisar contratos de “pejotização”.

A declaração ocorreu durante um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e centrais sindicais no Palácio do Planalto, onde foi entregue a “Pauta da Classe Trabalhadora”.

Marinho enfatizou que a decisão do STF de não permitir que a Justiça do Trabalho analise esses contratos, direcionando-os para a Justiça Comum, representa um “desastre total jurídico” e uma “grande insegurança jurídica patrocinada pelo STF”.

Suspensão de processos e críticas anteriores do ministro

Em abril de 2025, o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu todos os processos que tratavam da “pejotização” do trabalho. Mendes justificou sua decisão afirmando que a controvérsia sobre a legalidade desses contratos estava gerando um “aumento expressivo” no volume de processos que chegavam à Corte, especialmente aqueles que questionavam a constitucionalidade.

Luiz Marinho já havia se manifestado anteriormente sobre o tema. Em junho de 2025, ele criticou a postura do STF, declarando que a Suprema Corte “respaldou um verdadeiro atraso” nas relações de trabalho no Brasil. Ele argumenta que a terceirização, que muitas vezes se assemelha à pejotização, cria uma cadeia sem garantias econômicas e sociais, resultando em condições de trabalho “indecentes”, chegando a comparar a terceirização ao “trabalho escravo”.

Lula incentiva diálogo e Pauta da Classe Trabalhadora

Durante o encontro com as centrais sindicais, o presidente Lula incentivou os representantes a marcarem uma reunião com o ministro Gilmar Mendes para discutir a questão da “pejotização”. Lula destacou que essa prática “não ajuda o trabalhador nem o país”.

O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros como Guilherme Boulos e José Guimarães. Cerca de 36 representantes de centrais sindicais participaram da reunião.

A “Pauta da Classe Trabalhadora” apresentada reúne 68 reivindicações para o período de 2026 a 2030. Entre os pontos principais estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição salarial, o fim da escala 6×1, o combate à “pejotização”, a regulamentação do trabalho por aplicativo, o fortalecimento das negociações coletivas, o combate ao feminicídio e o direito de negociação para funcionários públicos.

Marcha pela Redução da Jornada de Trabalho

No mesmo dia da entrega da pauta ao presidente, as centrais sindicais também realizaram a “Marcha da Classe Trabalhadora” em Brasília, com foco principal na reivindicação pela redução da jornada de trabalho. O documento com as 68 propostas também foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

O debate sobre a “pejotização” e os direitos trabalhistas ganha força com essas ações, evidenciando a tensão entre as demandas dos trabalhadores e as interpretações jurídicas do STF sobre a matéria.

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