Air New Zealand inova com “cápsulas de soneca” em voos de longa duração, mas impõe regras de etiqueta para o descanso.
A companhia aérea Air New Zealand está prestes a transformar a experiência de voos longos com a introdução de “cápsulas de soneca” para passageiros da classe econômica e econômica premium. A novidade, que promete mais conforto em viagens de até 18 horas, estará disponível em voos entre Auckland, na Nova Zelândia, e Nova York, nos Estados Unidos, a partir de novembro.
Cada passageiro terá a opção de reservar até duas sessões de descanso de quatro horas, com um custo adicional de aproximadamente R$ 1,5 mil por sessão, além do valor da passagem. As reservas para este serviço exclusivo começam em maio, e os primeiros voos com as novas cabines de descanso estão programados para o final do ano.
Esta iniciativa da Air New Zealand, conforme divulgado pela agência de notícias Associated Press, surge em um momento de aumento dos custos de combustível, que já levaram a companhia a elevar tarifas e reduzir alguns voos domésticos. A empresa havia alertado em março sobre a possibilidade de mais alterações em suas rotas devido à volatilidade dos preços do combustível.
Cabines de Descanso em Detalhes
As “cabines de descanso”, como foram batizadas pela companhia, são essencialmente beliches dispostos em três andares, projetados para otimizar o espaço nas aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner. O objetivo é oferecer um refúgio para passageiros que enfrentam a longa duração dos voos entre a Nova Zelândia e os Estados Unidos, que podem chegar a 18 horas. Cada leito possui aproximadamente 2,03 metros de comprimento, mas com uma largura que varia de 64 centímetros na altura dos ombros a 41 centímetros na região dos pés, exigindo que os passageiros se acomodem de forma mais compacta.
Regras Claras para o Conforto de Todos
Para garantir a tranquilidade e o bom uso do espaço compartilhado, a Air New Zealand estabeleceu algumas regras de etiqueta. O acesso às cabines é restrito a passageiros com 15 anos ou mais. É proibido comer, usar perfumes fortes ou dividir o beliche com outra pessoa, o que significa que dormir de conchinha não será permitido. A companhia assegura que, para manter a higiene, travesseiros, cobertores e lençóis são renovados entre cada período de quatro horas.
Conforto e Conveniência para o Passageiro
Além da troca de roupa de cama, os passageiros deverão utilizar um par especial de meias fornecido pela companhia para acessar o espaço, mantendo o cinto de segurança afivelado sobre o cobertor. Tampões de ouvido também serão disponibilizados para auxiliar no descanso. As cabines contam com iluminação especial, cortina, tomada para carregar dispositivos eletrônicos e um botão para chamar a tripulação, buscando oferecer o máximo de conveniência durante o período de descanso.
Adaptação e Acesso às Cabines
O acesso aos beliches requer uma certa flexibilidade, pois os passageiros precisarão se abaixar, ajoelhar, engatinhar ou subir para entrar no espaço, que não permite que o passageiro fique totalmente em pé. Essa configuração, embora compacta, visa maximizar a disponibilidade de locais para descanso em uma das rotas mais longas do mundo. A Air New Zealand busca, com essa inovação, oferecer uma alternativa para tornar os voos de longa distância mais suportáveis para os viajantes.