Câmara de Manaus rejeita audiência pública sobre uso de recursos da cultura; vereador critica “carimbadora de vontades”

A proposta de realização de uma audiência pública para debater os editais lançados pela Prefeitura de Manaus, por meio do Concultura, foi rejeitada pela maioria dos vereadores na última segunda-feira (18).

O requerimento, apresentado pelo vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), visava discutir o fomento cultural, a acessibilidade, a participação democrática e a aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.

A decisão, que impediu o debate sobre a fiscalização de recursos públicos destinados à cultura, especialmente após denúncias de irregularidades, gerou forte reação por parte do vereador proponente. A informação é da assessoria de comunicação do vereador.

Vereador critica falta de transparência e “carimbadora de vontades”

Rodrigo Guedes expressou profunda lamentação com a rejeição do pedido, argumentando que a Câmara Municipal de Manaus estaria agindo como uma mera “carimbadora das vontades do Prefeito Renato Júnior”. Segundo o vereador, a decisão impede a fiscalização adequada dos recursos públicos, incluindo verbas federais, destinadas à cultura da capital amazonense.

“Os vereadores de Manaus chegaram ao ponto de rejeitar um simples requerimento de audiência pública sobre a gestão dos recursos públicos, inclusive federais, da cultura de Manaus e políticas públicas culturais só para defender quem estiver sentado na cadeira de prefeito de Manaus”, declarou Guedes, destacando a importância do debate público para a transparência.

Maioria aliada ao prefeito derruba requerimento de audiência cultural

A proposta de audiência pública foi derrubada por 14 votos contrários, enquanto apenas seis vereadores votaram a favor. A maioria dos votos contrários foi de parlamentares considerados aliados ao prefeito Renato Júnior, o que, segundo Guedes, demonstra um alinhamento em detrimento da fiscalização e do interesse público.

Foram favoráveis à proposta os vereadores Rodrigo Guedes, Sargento Salazar, Saimon Bessa, Eurico Tavares, Aldenor Lima e Professora Jaqueline. Os vereadores Raulzinho, Eduardo Alfaia, Gilmar Nascimento, Everton Assis, Elan Alencar, Dione Carvalho, Kennedy Marques, Eduardo Assis, Paulo Tyrone, Joelson Silva, Yomara Lins, Rodinei Ramos e Roberto Sabino votaram contra.

Ausências e abstenções marcam sessão de votação sobre cultura

O vereador Jander Lobato, que presidia a sessão, não participou da votação. Além disso, uma lista considerável de vereadores esteve ausente da sessão, incluindo Allan Campelo, Capitão Carpe, Pai Amado, Coronel Rosses, David Reis, Diego Afonso, Ivo Neto, Jaildo Oliveira, João Paulo Janjão, Marcelo Serafim, Marco Castilho, Mitoso, Professor Samuel, Raiff Matos, Rodrigo Sá, Rosinaldo Bual, Rosivaldo Cordovil, Sérgio Baré, José Ricardo, Thaysa Lippy e Daniel Vasconcelos.

A ausência de muitos parlamentares pode ter influenciado o resultado da votação, levantando questionamentos sobre a participação e o engajamento de todos os representantes eleitos no debate sobre temas cruciais para a cidade, como a gestão dos recursos culturais.