Joaquim Barbosa se junta ao partido DC com planos de disputar a Presidência da República
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, filiou-se ao partido Democracia Cristã (DC) no início de abril. A legenda, presidida pelo ex-deputado federal João Caldas, tem planos ambiciosos de lançá-lo como candidato à Presidência da República.
A decisão surge após a pré-candidatura de Aldo Rebelo, que não obteve o desempenho esperado nas pesquisas, abrindo espaço para novas apostas. O DC busca capitalizar a forte identificação de Barbosa com a bandeira da ética, um tema que ressoa positivamente em pesquisas qualitativas realizadas pelo partido.
Apesar de ter flertado com a política em 2018, Barbosa, hoje com 71 anos e dedicado a pareceres jurídicos, optou por não comentar sua filiação. Contudo, o partido acredita em uma disposição diferente desta vez, vendo nele um forte potencial eleitoral. Conforme informação divulgada pelo Painel, o DC aposta na imagem de Barbosa para atrair eleitores.
Um nome associado à ética e à luta contra a corrupção
A trajetória de Joaquim Barbosa no STF, onde presidiu a corte e foi relator do caso do mensalão, o consolidou como uma figura de referência em termos de combate à corrupção. Essa imagem é vista pelo DC como um trunfo para a campanha presidencial.
O partido pretende focar a campanha em propostas de reformas no Judiciário, incluindo a criação de regras mais rígidas de conduta para ministros do STF e a limitação de benefícios. A iniciativa ganha força em um momento em que o STF enfrenta uma crise de imagem, associada a escândalos.
História pessoal como diferencial eleitoral
A história de vida de Joaquim Barbosa, que nasceu em uma família humilde em Minas Gerais e ascendeu até a presidência do STF, é considerada um **ativo eleitoral** importante. Esse percurso inspira e pode gerar forte identificação com o eleitorado.
O DC, sendo um partido pequeno com recursos limitados, sem tempo de TV e sem direito a debates, enfrenta o desafio de estruturar uma campanha competitiva. A legenda já iniciou contatos com outros partidos para formar alianças, apostando que o desempenho de Barbosa nas pesquisas futuras atrairá o interesse de possíveis aliados.