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Aulas de Fuzil e Tiros na TV: Irã Prepara Civis para Guerra Contra EUA em Tática Inédita

Aulas de Fuzil e Tiros na TV: Irã Prepara Civis para Guerra Contra EUA em Tática Inédita

Aulas de Fuzil e Tiros na TV: Irã Prepara Civis para Guerra Contra EUA em Tática Inédita

O regime dos aiatolás no Irã iniciou uma campanha agressiva para aproximar a população das armas, em uma tentativa de criar um “cordão” de civis em caso de invasão dos Estados Unidos. As ações incluem aulas de manuseio de fuzis em praças públicas e demonstrações de armamentos pela televisão estatal.

A iniciativa surge em resposta às ameaças do presidente americano Donald Trump de retomar ataques ao território iraniano, caso as negociações de paz fracassem. O governo iraniano busca, assim, mobilizar a população para uma possível defesa.

A estratégia, divulgada por fontes como a Associated Press, visa não apenas a defesa territorial, mas também a mobilização popular em um momento de crise econômica e pressão interna. Acompanhe os detalhes dessa mobilização sem precedentes.

Aulas de Fuzil em Praças Públicas e na TV

Em praças de Teerã, militares da Guarda Revolucionária oferecem, gratuitamente, aulas de montagem, manuseio e armamento de fuzis Kalashnikov. A iniciativa surpreende por incluir até mesmo crianças, demonstrando a amplitude da campanha. A televisão estatal também se tornou palco para essa nova política.

Apresentadores de canais estatais têm demonstrado o uso de fuzis AK-47 ao vivo, incentivando os telespectadores a fazerem o mesmo. Em um dos programas, um apresentador chegou a disparar um fuzil para o teto dentro do estúdio, sob instrução de um militar. Essas exibições buscam normalizar o manuseio de armas entre a população.

Campanha de Mobilização e Casamentos Coletivos para a Guerra

Paralelamente, propagandas na TV incentivam o alistamento de jovens a partir de 12 anos na Guarda Revolucionária, uma prática denunciada pela Anistia Internacional como crime de guerra. O governo iraniano também promoveu casamentos coletivos em praças de Teerã, sob a condição de que os noivos se declarassem dispostos ao “autossacrifício” em caso de guerra. Os casais chegam a exibir fuzis e são acompanhados por veículos militares.

Desfiles militares com metralhadoras soviéticas se tornaram quase diários nas ruas de Teerã, com militares interagindo diretamente com os civis. A estratégia visa mostrar força e unidade nacional em um momento de alta tensão com os Estados Unidos.

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Estratégia Arriscada e Apoio Popular

Embora a dimensão exata da distribuição de armas à população ainda seja incerta, especialistas apontam que uma população mobilizada pode efetivamente funcionar como força de resistência. O professor de política internacional Tangui Baghdadi avalia que a campanha tem alta probabilidade de sucesso nesse aspecto.

Nas ruas, a adesão tem sido notável entre os apoiadores do regime. O iraniano Ali Mofidi, um dos participantes das aulas, declarou à Associated Press: “Com certeza, resistiremos (aos norte-americanos) e não cederemos um centímetro sequer do nosso território”. Ele ressalta a necessidade de todo o povo ser treinado, dada a atual “situação de guerra”.

A iraniana Rojan Astana também decidiu participar de um treinamento, afirmando à TV estatal russa que quer estar preparada para defender seu país. O regime dos aiatolás parece querer que o mundo testemunhe essa nova estratégia de defesa.

Riscos e Repressão Interna

A liberação de armas para a população é uma medida atípica para o regime, que tradicionalmente controla o acesso a armamentos. Existe o risco de que as armas distribuídas acabem em mãos de manifestantes, como os que protestaram em massa entre o final de 2023 e o início de 2024 contra o governo. Donald Trump já chegou a afirmar ter enviado armas aos manifestantes por meio de aliados curdos.

Além da estratégia militar, a campanha de armamento pode ter o objetivo de “mobilizar positivamente a população” em um cenário de forte crise econômica, com demissões em massa, fechamento de empresas e alta nos preços de alimentos e medicamentos. Autoridades afirmam que mais de 30 milhões de iranianos se voluntariaram a defender a teocracia.

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi, criticou as demonstrações públicas de armas, especialmente o envolvimento de crianças. Simultaneamente à preparação militar, o Irã tem intensificado a repressão interna e acelerado execuções de prisioneiros, incluindo manifestantes. ONGs denunciam que ao menos 21 pessoas foram executadas e 4 mil detidas desde o início da guerra em fevereiro, aproveitando a atenção internacional voltada para o conflito.

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