Polícia Civil recupera impressionante carga de suprimentos de informática desviados em Manaus. O montante, avaliado em milhões, foi obtido após um sofisticado golpe contra uma empresa localizada em Santa Catarina. A ação policial resultou na apreensão de cerca de 12 toneladas de materiais, incluindo milhares de quilômetros de cabos de fibra óptica e centenas de roteadores.
A operação, realizada na sexta-feira (27) pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP), desarticulou um esquema que vinha enganando empresas de outros estados por meio de fraudes em compras online. As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava métodos como dados de cartões clonados e boletos falsos para ludibriar os fornecedores, culminando na apreensão desta vasta quantidade de mercadorias.
O prejuízo causado aos vendedores é significativo, com estimativas de pedidos que ultrapassavam R$ 300 mil. A forma de atuação do grupo, que incluía a simulação de negociações e a criação de fachadas para recebimento das cargas, demonstra a audácia e o planejamento por trás da operação criminosa. Conforme divulgado pela Polícia Civil, as investigações seguem para identificar todos os envolvidos.
Carga Valiosa e Métodos Enganosos
Entre os itens apreendidos, destacam-se mais de 10 mil quilômetros de cabos de fibra óptica e mais de mil roteadores. Três homens foram detidos e levados para prestar esclarecimentos, sendo suspeitos de alugar o imóvel utilizado para o recebimento da mercadoria desviada. O grupo é investigado por aplicar golpes em compras feitas pela internet, utilizando-se de dados de cartões clonados ou boletos falsos para enganar empresas localizadas em outros estados.
O Esquema de Fraude Detalhado
Segundo as investigações, o grupo iniciava contato com fornecedores simulando negociações legítimas. Para construir credibilidade, realizavam compras menores, de até R$ 10 mil, efetuando os pagamentos corretamente por algumas semanas. Após ganhar a confiança dos vendedores, passavam a fazer pedidos de maior vulto, podendo ultrapassar R$ 300 mil.
Nesta fase crucial do golpe, os criminosos utilizavam cartões de crédito clonados ou apresentavam comprovantes falsos de pagamento de boletos. A Polícia Civil informou que as empresas, iludidas pela aparente legitimidade das transações, enviavam os produtos antes de constatar a fraude. Quando o golpe era descoberto, os pagamentos eram cancelados ou não compensados, gerando um prejuízo considerável para os vendedores.
Fachadas para Receber a Carga Roubada
Para viabilizar a retirada rápida das mercadorias, os criminosos alugavam galpões poucos dias antes da entrega. Nesses locais, montavam fachadas com nomes de empresas, tanto reais quanto fictícias, para conferir uma aparência de legalidade à operação. Essa estratégia permitia que o grupo retirasse os produtos antes que o golpe fosse percebido pelas vítimas.
A polícia também revelou que o grupo passou a utilizar documentos falsos de empresas para emitir boletos, o que aumentava o tempo necessário para a identificação da fraude. Este caso é um desdobramento de uma investigação anterior que, há cerca de um ano, resultou na prisão de outra quadrilha e na recuperação de duas toneladas de produtos desviados do Pará.
Alerta e Orientações da Polícia
As investigações continuam em andamento com o objetivo de identificar outros participantes do esquema criminoso. A Polícia Civil emitiu um alerta, orientando proprietários de imóveis a terem cautela ao alugar espaços para o armazenamento de grandes cargas, especialmente em situações onde há urgência na negociação. Informações sobre o caso podem ser repassadas de forma anônima pelo disque-denúncia 181, da Secretaria de Segurança Pública, ou pelo WhatsApp do 1º DIP: (92) 99118-9177.