Amazonas prioriza café robusta amazônico em compras públicas
O estado do Amazonas deu um passo significativo para o fortalecimento da sua economia rural com a sanção da Lei nº 8.139, de 18 de março de 2026. A nova legislação, promulgada pelo governador Wilson Lima, determina que todos os órgãos da administração pública estadual priorizem a aquisição de café produzido no próprio estado. A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), visa impulsionar a produção local e gerar mais riqueza dentro das fronteiras amazonenses.
A regra estabelece preferência para o café do tipo **robusta amazônico** nas compras governamentais. A expectativa, segundo o governo estadual, é que os recursos que antes eram destinados a fornecedores de outras regiões passem a circular e a beneficiar diretamente a economia do Amazonas. Essa mudança representa um incentivo direto para os cafeicultores locais.
A Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) destaca que a iniciativa tem potencial para criar um mercado mais estável para os produtores, especialmente para a **agricultura familiar**, que é a principal responsável pela produção de café no estado. A medida também foi pensada para estimular a organização de produtores e cooperativas, que precisarão se formalizar e atender a requisitos específicos para suprir a demanda do setor público.
Apoio técnico e expansão da cafeicultura no Amazonas
A nova política de compras públicas para o café robusta amazônico é fruto de um esforço contínuo dos últimos anos, que incluiu o apoio técnico e o incentivo à expansão do cultivo no estado. O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) tem desempenhado um papel crucial na assistência aos produtores, oferecendo capacitação e orientação em campo.
Essas ações de assistência técnica são, em parte, realizadas em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Ocidental), que contribui com conhecimento e tecnologia para o aprimoramento da produção. O objetivo é garantir que o café robusta amazônico atenda aos mais altos padrões de qualidade exigidos pelo mercado, inclusive o público.
Municípios se destacam na produção de café robusta
Atualmente, diversos municípios amazonenses concentram a produção de café robusta, impulsionando a economia local e gerando empregos no campo. Entre as localidades que se destacam estão Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves e Presidente Figueiredo. Essas regiões são o berço do café robusta amazônico que agora terá prioridade nas compras do governo.
Impacto na formalização e organização dos produtores
Segundo Daniel Borges, secretário de Produção Rural, a lei não apenas incentiva o consumo do café local, mas também deve motivar a **organização de produtores e cooperativas**. A necessidade de atender às exigências para vender ao poder público pode impulsionar a formalização de associações e cooperativas, fortalecendo o setor como um todo. A Sepror acredita que a medida estimulará a criação de um ciclo virtuoso para a cafeicultura amazonense.