Homem é preso em Manaus suspeito de estuprar a própria filha de 10 anos e produzir vídeos do crime

Um homem de 27 anos foi preso no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, sob a grave suspeita de ter estuprado a filha de apenas 10 anos. A investigação policial também aponta que ele produzia vídeos e fotos dos abusos, além de armazenar 87 arquivos de pornografia infantil.

A descoberta chocante foi resultado de uma colaboração entre a Polícia Civil e a Polícia Federal, que iniciaram a apuração há cerca de um mês. Dados de cooperação internacional alertaram as autoridades sobre o envio de material de abuso sexual infantil pelo suspeito.

As provas coletadas pela perícia confirmaram as denúncias, com mídias que mostravam o homem cometendo atos sexuais explícitos com a própria filha. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, a Justiça autorizou a prisão preventiva, busca e apreensão, e a quebra do sigilo telemático do suspeito, que confessou os crimes.

A arte como denúncia: desenhos revelam o sofrimento da criança

Um dos elementos mais tocantes e perturbadores encontrados durante a investigação foi um caderno pertencente à vítima. Nele, a criança fez diversos desenhos que retratavam sua angústia. Em muitas ilustrações, ela aparecia chorando e de mãos dadas com o pai, mas a figura paterna era recorrentemente riscada.

A delegada Mayara Magna destacou que esses desenhos podem ter sido a forma que a menina encontrou para expressar e comunicar o **terror** que estava vivendo. As ilustrações são um retrato visual do **abuso e da violência** sofridos pela criança.

A polícia encontra evidências na casa e a menina relata o medo

Durante a ação de busca e apreensão na residência, policiais encontraram móveis, roupas e lençóis que batiam com os cenários vistos nos vídeos investigados. Essa constatação reforçou a ligação do suspeito com o material apreendido e com os crimes cometidos.

A menina, em depoimento, demonstrou grande nervosismo e dificuldade em precisar há quanto tempo sofria os abusos. Ela relatou que os **crimes ocorriam à noite** e que o pai a **obrigava a assistir a vídeos pornográficos**. O medo era constante, especialmente porque a criança era agredida sempre que não obedecia às ordens do pai.

Alívio e confissão: o fim de um pesadelo?

Apesar do trauma, a criança expressou um sentimento de **alívio por ter conseguido falar** sobre o que acontecia, como se a prisão do agressor marcasse o fim de seu sofrimento. O homem, em depoimento, **confessou ter cometido os crimes**.

Ele responderá por **estupro de vulnerável**, produção e armazenamento de pornografia infantil, e satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente. Outra criança vivia na mesma casa, mas, segundo a polícia, não foi vítima dos abusos. O Conselho Tutelar acompanhou a ação para garantir a proteção da menina e avaliar sua situação social.