BR-319: Governo do Amazonas autoriza extração de material para obras no ‘trecho do meio’ e promete fim dos atoleiros
O Governo do Amazonas deu um passo importante para a recuperação da BR-319, uma via vital que liga o estado a Rondônia. Foi emitida nesta quarta-feira (27) uma Licença de Operação (LO) pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), permitindo a extração de materiais para as obras de recuperação e manutenção.
A autorização abrange o trecho entre os quilômetros 469 e 632 da rodovia, conhecido como o “trecho do meio”, considerado um dos mais críticos e problemáticos da BR-319, especialmente durante o período chuvoso. Essa região frequentemente sofre com atoleiros, erosões e danos severos na pista, dificultando o tráfego e o transporte de cargas.
A expectativa é que essa medida acelere significativamente o início das obras de recuperação, trazendo alívio para motoristas, passageiros e moradores locais que anualmente enfrentam as péssimas condições da estrada. A informação foi divulgada pelo governo estadual.
Materiais essenciais para a base da rodovia são liberados
A licença concedida ao Construtora Etam autoriza a extração de saibro e laterita. Esses materiais, semelhantes à piçarra e ao cascalho, são fundamentais para a construção da base da rodovia. Eles garantem maior firmeza ao solo, melhoram a drenagem e aumentam a resistência da estrada em áreas propensas à lama, combatendo diretamente os frequentes atoleiros.
Segurança ambiental e jurídica garantidas para as obras
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a licença assegura segurança ambiental e jurídica para a execução dos trabalhos. “O papel do Ipaam, dentro desse processo, é atuar com responsabilidade técnica e ambiental para que as obras avancem dentro da legalidade. Estamos falando de uma licença essencial para viabilizar o fornecimento do material utilizado na recuperação da estrada”, afirmou Picanço.
Origem do material e apoio a trecho já pavimentado
O material será extraído de uma área localizada no município de Canutama, no interior do Amazonas. Além de beneficiar o “trecho do meio”, a autorização também auxiliará nos serviços de manutenção do segmento entre os quilômetros 632 e 656, que já conta com pavimentação.
Exigências ambientais rigorosas para a extração
O documento emitido pelo Ipaam estabelece uma série de exigências ambientais para a atividade de extração. Entre elas, estão o monitoramento constante das operações, a destinação adequada dos resíduos, a proteção da fauna e da flora local, e a suspensão imediata dos trabalhos caso sejam encontrados vestígios arqueológicos. A manutenção dos ramais de acesso para o transporte do material e a entrega de relatórios semestrais ao Ipaam com informações detalhadas das atividades também são mandatórios.