Nova biografia expõe a jornada sombria de Roy Cohn, figura central na política americana e mentor de Donald Trump.
Um novo livro com lançamento previsto para setembro nos Estados Unidos promete desvendar os bastidores de uma das figuras mais controversas da história americana: Roy Cohn. Intitulado “Canalha americano – A Jornada Sombria de Roy Cohn, de Joe McCarthy a Donald Trump”, a obra é assinada por Kay Cannon, autora conhecida por sua biografia de Robert Oppenheimer, que inspirou um filme sobre o pai da bomba atômica.
A obra de Cannon tem potencial para se tornar um grande sucesso, dada a relevância histórica e o caráter polêmico de seu protagonista. Roy Cohn transitou por diferentes esferas de poder, deixando um rastro de influência e escândalos que se estenderam por décadas.
A biografia explora a ascensão de Cohn, desde seus primeiros anos como promotor até sua atuação como braço direito do senador Joseph McCarthy, e sua posterior influência sobre o mundo dos negócios e a política, incluindo sua relação com Donald Trump. Conforme divulgado, o livro promete um mergulho profundo em suas conexões e métodos.
O Início da Carreira e a Ligação com McCarthy
A trajetória de Roy Cohn ganhou destaque em 1952, quando, como promotor, foi responsável pela condenação à cadeira elétrica de um casal acusado de espionagem para a União Soviética. Esse caso o catapultou para a ribalta, levando-o a se tornar a figura central nas investigações conduzidas pelo senador Joseph McCarthy, que contava com Robert Kennedy em sua equipe.
Após a queda de McCarthy, Cohn se reinventou como advogado em Nova York. Conhecido por sua postura intimidadora, com um olhar penetrante e uma notável cicatriz no nariz, ele se envolveu em práticas de extorsão, o que eventualmente o levou à perda de sua licença para advogar.
Clientes Notórios e a Relação com Donald Trump
Seus clientes incluíam figuras do submundo, como mafiosos, além de padres e magnatas do setor imobiliário. Entre seus clientes mais famosos estava Donald Trump, a quem Cohn serviu como uma espécie de tutor, mantendo contato diário por telefone. Trump, em uma demonstração de apreço, presenteou Cohn com uma abotoadura da Bulgari, que se revelou falsa.
A relação entre Cohn e Trump é um dos pontos centrais do livro, que detalha como o advogado, com sua experiência em negociações e sua reputação implacável, moldou parte da visão de mundo e das táticas de Trump nos negócios e na política.
O Fim de uma Era e um Legado Controversso
Roy Cohn faleceu aos 59 anos, vítima de um câncer, segundo seu relato, ou de complicações decorrentes da Aids, conforme apontado por prontuários médicos. Sua última conversa registrada foi com Donald Trump, evidenciando a persistência de seus laços.
A biografia de Kay Cannon não apenas reconta a vida de Cohn, mas também lança luz sobre a influência duradoura de figuras como ele no cenário americano. A obra, portanto, se apresenta como uma leitura essencial para entender as complexas teias de poder que moldaram os Estados Unidos.