Foragidos de esquema de agiotagem e extorsão no AM: conheça os 6 suspeitos em liberdade

A Polícia Civil do Amazonas divulgou a lista de seis suspeitos que seguem foragidos após a segunda fase da Operação Tormenta. O grupo é acusado de integrar um esquema de agiotagem que aplicava juros exorbitantes, ameaçava vítimas e chegava a tomar seus bens. As investigações revelam um ciclo de extorsão que visava principalmente servidoras públicas.

O esquema oferecia empréstimos ilegais com juros que podiam ultrapassar 50% ao mês, levando as dívidas a níveis incontroláveis. As vítimas, muitas vezes pressionadas e ameaçadas, acabavam perdendo veículos, imóveis e até documentos pessoais, conforme detalhado pelas autoridades. A operação busca desarticular completamente essa rede criminosa.

A operação, deflagrada na terça-feira (14), já resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo um tenente da Aeronáutica apontado como líder de um dos núcleos. As investigações, iniciadas em janeiro deste ano, indicam que esses grupos atuavam de forma integrada, movimentando uma quantia estimada em mais de R$ 150 milhões, segundo a polícia.

Suspeitos de integrar esquema de agiotagem e extorsão continuam foragidos

A Polícia Civil do Amazonas identificou seis indivíduos que ainda não foram localizados. São eles: Igor Francys Costa do Cazal, conhecido como “Alemão”; Francisco Miguel Ferreira Neto; Gilmar Silva de Souza; Bruno Luan Oliveira Vasquez; Gustavo da Silva Albuquerque; e Marco Aurélio de Morais Pinheiro Júnior. A polícia pede a colaboração da população para localizá-los.

Modus Operandi: juros abusivos e ciclo de extorsão

O esquema funcionava com núcleos de agiotas que operavam de maneira coordenada. Eles concediam empréstimos clandestinos com juros altíssimos, que podiam fazer uma dívida dobrar em menos de um mês. Quando as vítimas tinham dificuldade em pagar, a dívida era repassada a outros grupos ligados ao esquema, **aumentando ainda mais o valor e perpetuando a extorsão**, conforme relatado pela polícia.

As principais vítimas eram **servidoras públicas**, especialmente mulheres que trabalham em órgãos como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). O grupo não se limitava a cobranças, chegando a **se apropriar de bens como veículos, joias e até imóveis**.

Vítimas sofriam ameaças e perdiam bens valiosos

As investigações revelaram casos chocantes, como o de uma servidora do TJAM que fez um empréstimo inicial de R$ 5 mil, mas viu a dívida crescer para valores milionários. Ela relatou ter perdido dois imóveis e um carro, além de ter sofrido **ameaças de morte e até de sequestro do filho**. A apropriação de documentos pessoais e cartões bancários também era comum, permitindo que os criminosos retirassem dinheiro diretamente das contas das vítimas.

Operação apreende bens e desmantela parte da rede criminosa

Durante a primeira fase da Operação Tormenta, a polícia cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, e bloqueios judiciais. Foram apreendidas armas, dinheiro, documentos e cerca de **30 veículos de luxo**. Mesmo com a prisão de alguns membros, as investigações apontam que o esquema tentou continuar operando por meio de intermediários, mantendo as práticas de cobrança e ameaça.