EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e acusam o país de práticas comerciais ‘irrazoáveis’. O prazo para correções é 15 de julho de 2026, segundo o Escritório de Comércio americano, que também lista itens isentos.

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos entrou em um novo patamar de tensão. O Escritório de Comércio dos EUA divulgou um relatório acusando o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas “irrazoáveis” e propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos nacionais.

A medida, que visa forçar o Brasil a adotar correções, estabelece o prazo de 15 de julho de 2026 para que o país se adeque às exigências americanas. Embora a proposta inclua a sobretaxa, o documento também apresenta uma lista extensa de produtos brasileiros que seriam isentos da nova tarifa.

A notícia gerou reações imediatas no Brasil, com o Presidente Lula responsabilizando a família Bolsonaro pelas sanções sugeridas, associando a taxação a reuniões de Flávio Bolsonaro com o governo Trump. A polêmica ganhou contornos ainda maiores com uma postagem de Donald Trump em suas redes sociais, exibindo uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro, horas após o anúncio das tarifas. Conforme divulgado pelo g1, o presidente Lula classificou a situação como um ato de “traição da pátria”.

PIX na mira dos EUA: O sistema de pagamento instantâneo brasileiro sob escrutínio americano

Em meio à crise comercial, o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o PIX, também se encontra sob os holofotes. Especialistas ouvidos pelo g1 sugerem que o embate com as gigantes de tecnologia (big techs) e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas podem ser alguns dos motivos que explicam a ofensiva dos EUA contra o sistema. No entanto, não há, segundo esses especialistas, razões consistentes que justifiquem questionamentos sobre a integridade ou a funcionalidade do PIX.

Novo tarifaço dos EUA: Potencial eleitoral e aprofundamento da crise diplomática

A nova proposta de tarifaço por parte dos Estados Unidos não é vista apenas como uma questão comercial, mas também como um movimento com potencial eleitoral e capaz de aprofundar a crise diplomática entre os dois países. A declaração do presidente Lula, associando a família Bolsonaro à taxação, indica uma clara tentativa de politizar o assunto e buscar capital eleitoral com a defesa da soberania nacional.

Inovação em saúde: Caneta de semaglutida brasileira chega às farmácias com preço acessível

Em um contraponto às tensões comerciais, o setor de saúde brasileiro traz uma notícia promissora. A farmacêutica EMS anunciou que a caneta de semaglutida, um medicamento para tratamento de câncer e diabetes, começará a ser vendida nas farmácias a partir de 15 de junho. O preço médio mensal, considerando um pacote de três meses de tratamento, será inferior a R$ 300, com o valor inicial da caneta a partir de R$ 452.

Avanço na oncologia: Nova pílula para câncer de pâncreas emociona médicos no maior congresso mundial

No campo da medicina, um avanço significativo na luta contra o câncer de pâncreas gerou grande comoção. Durante a American Society of Clinical Oncology, o maior congresso de oncologia do mundo, os dados finais do daraxonrasib, uma nova pílula para o tratamento da doença, foram apresentados a cerca de 50 mil especialistas. A plateia reagiu com um levante e muitos médicos foram às lágrimas diante dos resultados apresentados, considerados um marco na luta contra um dos tipos de câncer mais agressivos.

Monique Medeiros depõe sobre morte do filho Henry Borel: “Creio que foi o Jairo”

No Rio de Janeiro, o caso da morte do menino Henry Borel ganhou novos desdobramentos no júri. Monique Medeiros, mãe da criança, em um depoimento que durou mais de seis horas, afirmou acreditar que o padrasto, Jairo, foi o responsável pela morte do filho. Ela relatou episódios de controle e violência em seu relacionamento com o ex-vereador Jairinho e negou ter conhecimento das agressões que levaram à morte de Henry.