domingo, 20 de setembro de 2026 | Manaus, AM
Ao Vivo
Eleições 2026: Professora Maria do Carmo (PL) promete revolucionar cultura e ampliar vagas no Liceu de Parintins Campanha Eleitoral AM 2026: Veja o que fizeram os candidatos ao governo do Amazonas neste sábado (19) e os planos para o interior TCE-AM Suspende Licitação de R$ 2 Milhões em Manacapuru; Prefeita Aliada de Omar e Braga é Alvo de Investigação Gilberto Vasconcelos (PSTU) propõe câmeras corporais em segurança e reforço em saúde e educação para o Amazonas Marinha e Funai abrem 127 vagas no Amazonas com salários de até R$ 11 mil: veja como participar Jordan Lima desabafa após sequestro em Manaus: ‘Pensei que não voltaria vivo’, influenciador relata traumas e pede cautela Aves Silvestres em Caixas: 37 Animais Resgatados em Ação Policial na BR-110, Bahia; Motorista Detido Apagão em Manaus: Defensoria Pública aciona Âmbar Energia na Justiça com pedido de R$ 2 milhões por danos morais coletivos Eleições 2026: Professora Maria do Carmo (PL) promete revolucionar cultura e ampliar vagas no Liceu de Parintins Campanha Eleitoral AM 2026: Veja o que fizeram os candidatos ao governo do Amazonas neste sábado (19) e os planos para o interior TCE-AM Suspende Licitação de R$ 2 Milhões em Manacapuru; Prefeita Aliada de Omar e Braga é Alvo de Investigação Gilberto Vasconcelos (PSTU) propõe câmeras corporais em segurança e reforço em saúde e educação para o Amazonas Marinha e Funai abrem 127 vagas no Amazonas com salários de até R$ 11 mil: veja como participar Jordan Lima desabafa após sequestro em Manaus: ‘Pensei que não voltaria vivo’, influenciador relata traumas e pede cautela Aves Silvestres em Caixas: 37 Animais Resgatados em Ação Policial na BR-110, Bahia; Motorista Detido Apagão em Manaus: Defensoria Pública aciona Âmbar Energia na Justiça com pedido de R$ 2 milhões por danos morais coletivos
Política

EUA alegam trabalho forçado no Brasil e propõem taxa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros

EUA alegam trabalho forçado no Brasil e propõem taxa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros

Investigação comercial dos EUA aponta suposta concorrência desleal e inclui Brasil entre 60 países taxados; governo brasileiro rebateu as acusações

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou, nesta terça-feira (2/6), um relatório em que acusa o Brasil de não impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Com base nessa alegação, os EUA propõem a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre itens brasileiros, sob o argumento de concorrência desleal.

O documento cita especificamente o setor de carne bovina, mencionando que pecuaristas brasileiros constam da chamada “Lista Suja do Trabalho Escravo”. O relatório afirma ainda que, em 2025, 90% das exportações de carne congelada do Brasil tiveram como destino países também investigados pelos EUA – com destaque para a China.

“Aumento de mais de 17 vezes nas exportações de carne bovina congelada do Brasil para a China entre 2015 e 2025 superou as vendas americanas para o mesmo país”, aponta o texto, acrescentando que o preço médio da carne brasileira foi 41% menor que o da norte-americana, sugerindo vantagem de custo.

Além da carne, o algodão brasileiro foi citado como exemplo de produto exportado para economias sob suspeita de uso de trabalho forçado. O USTR também afirmou que o Brasil importou insumos como algodão da China, alumínio, cacau, café, níquel, amendoim, polissilício, arroz e tabaco de países com trabalho escravo, e depois exportou produtos acabados para os EUA, distorcendo a concorrência.

Publicidade 728 × 250 Anuncie Aqui — Banner Meio de Conteúdo

O relatório lista três falhas principais atribuídas ao Brasil:

  • Falta de proibição legal à importação de bens produzidos com trabalho forçado;
  • Ausência de aplicação efetiva de qualquer proibição existente;
  • Restrição irrazoável ao comércio dos EUA em decorrência dessas omissões.

Em contrapartida, o governo brasileiro apresentou defesa ao longo da investigação. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou eventuais sanções como “desproporcionais” e destacou que o país é signatário de tratados internacionais contra o trabalho forçado, como as Convenções 29 e 105 da OIT, além de contar com mecanismos internos como a “Lista Suja do Trabalho Escravo”, atualizada semestralmente.

Vieira também lembrou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga cadeias produtivas desde 2020, com mais de 50 grandes empresas notificadas e R$ 48 bilhões rastreados. “O arcabouço interno e as medidas de fiscalização são complementados por acordos internacionais que impedem a entrada de produtos com trabalho forçado no mercado brasileiro”, afirmou.

Apesar desses mecanismos, o relatório ressalta que o Brasil não possui lei específica que proíba a importação de itens oriundos de trabalho forçado. A decisão final sobre a aplicação da taxa de 12,5% dependerá de desdobramentos comerciais e diplomáticos entre os países.

Compartilhe: Facebook Twitter/X
Publicidade 728 × 90 Anuncie Aqui
Publicidade 970 × 160 Anuncie Aqui — Billboard Pré-Rodapé