Ministro israelense Bezalel Smotrich defende “migração” de palestinos da Cisjordânia e Gaza
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que é favorável a “estimular a migração” de palestinos da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada pela imprensa de Israel.
Smotrich, que pertence à extrema-direita, expressou a intenção de “eliminar a ideia de um Estado árabe terrorista” e anular os Acordos de Oslo. Ele defende o caminho para a soberania israelense, incentivando a emigração de palestinos de Gaza e da Cisjordânia, a qual ele se refere como “Judeia e Samaria”.
Segundo o ministro, que reside em uma colônia na Cisjordânia, “não há outra solução de longo prazo”. As declarações surgem em um contexto de recentes aprovações pelo governo israelense de planos que facilitam o controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina, medidas criticadas internacionalmente como anexação de fato.
Repercussão Internacional e Críticas às Políticas de Israel
O plano do governo israelense de aumentar o controle sobre terras palestinas gerou forte indignação global. Missões de 85 países na ONU condenaram as medidas, que, segundo críticos, equivalem a uma anexação de territórios palestinos, contrariando o direito internacional.
Um comunicado conjunto destacou a oposição a qualquer forma de anexação e exigiu a reversão imediata das decisões. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou, classificando a política de registro de terras de Israel como “desestabilizadora” e “ilegal”, pedindo sua anulação.
A Cisjordânia e a Expansão dos Assentamentos Israelenses
A Cisjordânia é vista como parte central de um futuro Estado palestino, mas setores da direita religiosa israelense a consideram território israelense. O governo atual tem acelerado a expansão de assentamentos, com a aprovação de um número recorde de 52 novas colônias planejadas para 2025.
Atualmente, mais de 500.000 israelenses residem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental. Essas construções são consideradas ilegais sob o direito internacional, intensificando as tensões na região.