Amazonas registra queda expressiva nos casos de malária, mas alerta para vigilância constante

O estado do Amazonas apresentou uma notável redução de quase 19% nos casos de malária entre janeiro e maio de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. Foram registrados 18.245 casos neste ano, contra 22.409 em 2025, conforme dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Essa diminuição é um indicativo positivo das ações de controle da doença, mas as autoridades sanitárias reforçam que a malária ainda representa a principal endemia do estado, exigindo que a população mantenha os cuidados preventivos e procure diagnóstico rápido ao surgirem os primeiros sintomas.

A maior queda percentual foi observada na malária causada pelo Plasmodium falciparum, a forma mais agressiva da doença, que teve uma redução de 64%. Além disso, áreas indígenas, de grande importância epidemiológica, apresentaram uma diminuição de 31% nos registros. Esses dados foram divulgados pela FVS-RCP.

Queda acentuada na forma mais grave da doença

A redução expressiva nos casos de malária por Plasmodium falciparum, que passou de 3.537 ocorrências entre janeiro e maio de 2025 para 1.270 no mesmo período de 2026, é um dos destaques positivos do balanço. Essa forma da doença é conhecida por seu potencial de causar quadros graves e levar a óbitos, tornando sua diminuição ainda mais relevante para a saúde pública amazonense.

Áreas indígenas e combate integrado à malária

As áreas indígenas do Amazonas também registraram uma diminuição significativa de 31% nos casos de malária. Essas regiões são prioritárias nas estratégias de combate à doença devido à sua vulnerabilidade e concentração de casos. A FVS-RCP trabalha em estreita colaboração com as prefeituras do interior para desenvolver planos estratégicos adaptados à realidade de cada município.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas detalha que as ações incluem a emissão de alertas específicos e a realização de capacitações para agentes de saúde, visando fortalecer o combate à malária tanto em zonas urbanas quanto em comunidades rurais e indígenas. O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, enfatizou que, apesar dos avanços, a malária continua sendo a maior endemia do estado.

Medidas de prevenção e diagnóstico rápido são essenciais

Para a população que reside ou frequenta áreas de mata, balneários e igarapés, a FVS-RCP recomenda a intensificação das medidas de proteção individual e coletiva. O uso de repelentes e mosquiteiros impregnados com inseticida são medidas fundamentais, assim como a instalação de telas em portas e janelas para impedir a entrada do mosquito transmissor.

É crucial permitir o acesso dos agentes de endemias para a realização da borrifação interna nas residências, uma ação importante de controle vetorial. A FVS-RCP ressalta que o diagnóstico precoce é a chave para o sucesso do tratamento da malária. Pessoas que apresentarem sintomas como febre e dor de cabeça devem procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um posto de coleta.

O diagnóstico por meio de teste rápido e os medicamentos necessários são oferecidos gratuitamente pela rede pública de saúde, reforçando a importância de buscar atendimento médico ao menor sinal da doença.