Julgamento do caso Henry Borel é suspenso e segue nesta terça-feira após tensão no tribunal
O primeiro dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Dr. Jairinho, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi encerrado no fim da tarde de segunda-feira (25) e terá continuidade nesta terça-feira (26). A expectativa é de que o júri popular dure entre sete e dez dias.
A sessão foi suspensa pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri da Capital, após a análise de 22 pedidos de nulidade apresentados pela defesa de Jairinho, todos negados pela magistrada. Durante os debates entre acusação e defesa, houve um breve bate-boca no plenário.
Apesar da expectativa de que pelo menos quatro das 27 testemunhas fossem ouvidas ainda no primeiro dia, nenhum depoimento chegou a ser realizado, adiando o início das oitivas.
Clima tenso com mudanças na defesa de Jairinho
O clima no tribunal ficou ainda mais tenso após Dr. Jairinho destituir parte de sua equipe de defesa. A mudança ocorreu em decorrência da internação de seu principal advogado, que sofreu um infarto. Essa situação levantou a possibilidade de adiamento do julgamento.
No entanto, o réu agiu rapidamente para reorganizar a defesa. Ele incluiu o próprio filho, Luis Fernando Abidu Figueiredo Santos, de 28 anos, como um dos advogados no caso, buscando garantir a continuidade do processo.
Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem por homicídio
Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem pela morte de Henry Borel, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021. O caso ganhou repercussão nacional e segue sendo acompanhado de perto pela opinião pública.
A acusação aponta que a criança foi vítima de homicídio qualificado. A defesa de ambos os réus sempre negou as acusações. O julgamento é um marco importante para a justiça e para a família da vítima.
O que esperar para a continuação do julgamento
Com a suspensão do primeiro dia, a expectativa agora se volta para a continuidade do júri nesta terça-feira. A oitiva das testemunhas deve ser o foco principal das próximas sessões.
A juíza Elizabeth Machado Louro reiterou a importância do processo e a necessidade de garantir o direito de defesa a todos os envolvidos. A tensão no tribunal demonstra a complexidade e a sensibilidade do caso Henry Borel.