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Política

Buraqueira em Manaus: Governador rebate prefeito e recusa assumir responsabilidade municipal, citando repasses de R$ 17,8 bilhões

Buraqueira em Manaus: Governador rebate prefeito e recusa assumir responsabilidade municipal, citando repasses de R$ 17,8 bilhões

Governador Roberto Cidade nega responsabilidade pela buraqueira em Manaus e aponta má gestão municipal

O Governo do Amazonas, sob a liderança do governador Roberto Cidade, rebateu veementemente as declarações do prefeito de Manaus, Renato Júnior, sobre a crise de infraestrutura viária na capital. O prefeito havia tentado atribuir a responsabilidade pelo grande número de buracos nas ruas ao período chuvoso e solicitado apoio estadual para o recapeamento.

Em resposta direta, o governador Cidade apresentou dados financeiros que, segundo ele, demonstram que a prefeitura de Manaus possui recursos suficientes e não sofre de falta de verbas. A declaração ocorreu durante um evento na sede da Defesa Civil, onde o chefe do executivo estadual detalhou os repasses feitos ao município.

A postura do governador é clara: a responsabilidade pela manutenção das vias é da prefeitura. O governo estadual reafirma que tem cumprido com suas obrigações financeiras, mas a solução para a buraqueira em Manaus passa por uma gestão municipal mais eficiente. Conforme informação divulgada pelo governo estadual, desde 2019, R$ 17,8 bilhões foram repassados ao município, além de R$ 200 milhões para convênios de infraestrutura.

Governo do Amazonas lista repasses bilionários e questiona gestão municipal

O governador Roberto Cidade utilizou dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para fundamentar sua posição. Ele destacou que, desde 2019, o Governo do Estado já repassou um montante de R$ 17,8 bilhões aos cofres da prefeitura de Manaus, referentes às cotas constitucionais de ICMS e IPVA. Além disso, outros R$ 200 milhões foram destinados especificamente para convênios na área de infraestrutura.

“O Estado do Amazonas faz sua parte para a Prefeitura de Manaus. Então, a gente tem que analisar, falta gestão”, afirmou o governador Cidade, enfatizando que o fluxo financeiro do Estado para a capital segue regular e transparente.

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Cidade acusa prefeito de usar buraqueira como estratégia política para fugir de promessas

Eleito há poucos dias para comandar o Estado até 2027, Roberto Cidade interpretou a solicitação do prefeito Renato Júnior como uma clara estratégia política. Segundo o governador, o objetivo seria desviar o foco de promessas não cumpridas pela atual gestão municipal, como a pavimentação de dez mil ruas, um compromisso firmado anteriormente.

“Não podem querer trazer uma responsabilidade com o governador que está há quatro dias na condição de governador eleito. Isso é uma estratégia política para tirar uma responsabilidade que é dele”, declarou Cidade. Ele ressaltou que a Prefeitura de Manaus tem autonomia orçamentária e deve prestar contas diretamente à população.

Governo sinaliza diálogo, mas exige clareza nas competências de cada esfera

Apesar da dura resposta e da recusa em assumir responsabilidades que não são do Estado, o governador Roberto Cidade sinalizou que as portas do Executivo estadual não estão fechadas para o diálogo. Ele frisou, no entanto, a importância de um entendimento claro sobre as competências legais de cada esfera de governo.

Durante o anúncio das ações da Operação Cheia 2026, Cidade condicionou futuras parcerias e avanços institucionais a esse entendimento. “Quero conversar com o prefeito no momento certo e a gente tem que entender o caminho, mas cada um tem que se responsabilizar com a sua gestão”, concluiu o governador.

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