Tensão mundial aumenta com ultimato de Trump ao Irã: “uma civilização inteira morrerá”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom em sua retórica contra o Irã, declarando que “uma civilização inteira morrerá” se o país não ceder às exigências americanas de reabrir o Estreito de Ormuz. A ameaça, feita na terça-feira (7), desencadeou reações imediatas de autoridades iranianas, da Organização das Nações Unidas (ONU) e de membros do Partido Democrata nos EUA.
Trump estabeleceu um prazo para que o Irã aceite as demandas, que expira às 21h desta terça-feira, no horário de Brasília. O presidente americano condenou o regime iraniano, que está no poder há 47 anos, e expressou esperança por uma mudança de regime para que algo “revolucionário e maravilhoso” possa acontecer.
As declarações foram feitas em um momento de alta tensão na região, após o Irã ter praticamente fechado a passagem estratégica do Estreito de Ormuz em resposta a bombardeios sofridos em 28 de fevereiro, o que já impactou os preços globais de petróleo e gás. As informações são parte de um contexto de escalada de conflitos e ameaças diplomáticas. Conforme informações divulgadas, o Irã não pretende ceder às pressões americanas.
Estreito de Ormuz: rota vital sob ameaça
O Estreito de Ormuz é um ponto nevrálgico para o comércio mundial de energia, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente. O fechamento dessa via marítima, que o Irã ameaça manter, tem provocado instabilidade nos mercados internacionais e aumentado os preços dos combustíveis, afetando a economia global de forma significativa.
ONU expressa profunda preocupação com retórica de guerra
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou sua profunda preocupação com as declarações de Trump. Seu porta-voz, Stéphane Dujarric, afirmou que Guterres está “muito preocupado com as declarações que ouvimos ontem e novamente esta manhã, declarações que sugerem que todo um povo ou toda uma civilização poderiam ser obrigados a suportar as consequências de decisões políticas e militares”.
Irã responde: ameaças configuram “crimes de guerra”
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, reagiu com veemência às ameaças de Trump, classificando-as como uma “incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. Iravani instou a comunidade internacional a condenar a retórica do presidente americano antes que seja tarde demais, enfatizando que Teerã “não ficará de braços cruzados” se as ameaças se concretizarem.
Democratas criticam postura agressiva de Trump
Dentro dos Estados Unidos, membros do Partido Democrata também condenaram a postura agressiva de Donald Trump. A retórica inflamada e as ameaças diretas a uma “civilização inteira” foram vistas como perigosas e desestabilizadoras, aumentando o risco de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio, com consequências imprevisíveis para a estabilidade global e a segurança energética.