Guarda Revolucionária do Irã lista empresas americanas como alvos no Oriente Médio em retaliação

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta terça-feira, 31 de outubro, que passará a atacar empresas americanas localizadas no Oriente Médio. A medida é uma retaliação direta aos ataques que o país alega estar sofrendo dos Estados Unidos e de Israel, intensificando as tensões na região.

Em um comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana, uma lista com 18 organizações americanas foi apresentada como alvo. Segundo o anúncio, as unidades dessas empresas poderão ser bombardeadas a qualquer momento a partir das 13h30 desta quarta-feira, 1º de novembro, no horário de Brasília.

“Essas empresas devem esperar a destruição de suas respectivas unidades em retaliação a cada ato terrorista no Irã, a partir das 20h, horário de Teerã, na quarta-feira, 1º de abril”, declarou o comunicado oficial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Esta declaração marca uma escalada significativa nas hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos.

Empresas americanas sob ameaça direta no Oriente Médio

A lista de empresas que estariam sob ameaça inclui gigantes da tecnologia e da indústria, como Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing. Outras organizações mencionadas são Sisco, HPI, Oracle, Nvidia, GP. Morgan, GESpire Solution e G42. A seleção dessas empresas sugere um foco em setores estratégicos da economia americana com forte presença na região.

A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter bombardeado duas instalações militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Uma delas seria uma base secreta nos Emirados, localizada fora da base aérea de Al Minhad, com cerca de 200 soldados americanos. O segundo ataque teria visado um alojamento improvisado de soldados no Bahrein, pertencente à 5ª Frota naval dos EUA.

EUA e aliados ainda não confirmam ataques iranianos

Até o momento, não há confirmação oficial por parte dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes Unidos ou do Bahrein sobre os ataques alegados pela Guarda Revolucionária. A falta de confirmação levanta questionamentos sobre a veracidade e a extensão dos incidentes relatados pela força militar iraniana.

O Secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, mencionou em uma coletiva de imprensa ter presenciado a derrubada de dois mísseis disparados pelo Irã contra “uma sala cheia de oficiais reunidos”, mas não forneceu detalhes sobre o local ou a data exata do incidente. As bases militares americanas no Oriente Médio têm sido alvos frequentes de retaliações iranianas desde o início do conflito há mais de um mês.

Contexto de escalada e tensões regionais

As ações anunciadas pela Guarda Revolucionária do Irã ocorrem em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, agravado pela guerra em curso. O Irã tem sido acusado de apoiar grupos militantes na região, enquanto os Estados Unidos e Israel intensificaram suas operações militares.

A ameaça a empresas americanas pode ser interpretada como uma tentativa do Irã de exercer pressão econômica e dissuasória sobre os Estados Unidos e seus aliados, buscando influenciar o curso dos eventos na região e retaliar o que considera atos de agressão.

Histórico de ataques e contra-ataques na região

Relatos indicam que as bases militares dos EUA no Oriente Médio têm sido alvo de bombardeios retaliatórios feitos pelo Irã desde o início da guerra, há mais de um mês. Para prevenir baixas em suas tropas, Washington havia evacuado essas instalações entre janeiro e fevereiro, antes do início do conflito.

A Guarda Revolucionária, em comunicado anterior, detalhou que um centro secreto de comando do Exército dos EUA, fora da base de Al Minhad nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído com a alegada superioridade de inteligência do Irã, onde estariam presentes cerca de 200 oficiais e comandantes americanos. A força militar iraniana também afirmou que um alojamento de tropas no Bahrein foi atingido por um ataque de precisão.