EUA afirmam ter destruído instalação iraniana com mísseis no Estreito de Ormuz
O Exército dos Estados Unidos anunciou, neste sábado (21), a destruição de um bunker iraniano localizado no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Militar americano (CentCom), a instalação continha armas que representavam um perigo para o transporte marítimo internacional. A operação, realizada no início da semana, ocorreu enquanto o Irã celebrava o fim do Ramadã.
O almirante Brad Cooper, chefe do CentCom, confirmou que aviões de guerra destruíram a instalação subterrânea na costa iraniana. O local abrigava mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis, além de infraestrutura de inteligência e repetidores de radar. Cooper declarou que a ação reduziu a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação na vital rota marítima.
A destruição da instalação iraniana ocorre em um contexto de tensões elevadas na região. O Irã havia sinalizado o bloqueio do acesso a Ormuz em retaliação a ataques anteriores. Por esse estreito, considerado um ponto estratégico global, circula aproximadamente um quinto do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, o que gera grande impacto na economia global.
Impacto econômico e reações internacionais
O conflito na região do Estreito de Ormuz já provocou um aumento expressivo nos preços do petróleo. O barril de Brent, por exemplo, registrou uma alta de 30% a 40% no último mês, sendo negociado atualmente em torno de US$ 105. Essa pressão nos mercados energéticos levou países como Japão e França a manifestarem disposição em auxiliar na reabertura do estreito.
Apesar da ação militar americana, não houve registro de vazamento de materiais radioativos. No entanto, a Rússia classificou os ataques como “irresponsáveis” e alertou para o risco de uma catástrofe regional. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, apelou por moderação militar para evitar acidentes nucleares.
Israel intensifica operações e EUA buscam estabilizar mercados
O governo de Israel indicou que a intensidade de suas operações militares aumentará consideravelmente, com o objetivo de alcançar todas as metas da guerra. Paralelamente, o presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão próximos de atingir seus objetivos, mas descartou um cessar-fogo no momento.
Em um comunicado conjunto, os EUA e outros países aliados elogiaram a liberação de reservas estratégicas de petróleo e anunciaram outras medidas para estabilizar os mercados de energia. Isso inclui a colaboração com países produtores para aumentar a produção, buscando mitigar os efeitos da instabilidade no Estreito de Ormuz.
O que é o Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, com a costa do Irã ao norte e a costa de Omã ao sul. Sua importância estratégica reside no fato de ser a única rota marítima para o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) exportados por países como Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Por essa via, transita cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, tornando qualquer interrupção na navegação um fator de grande preocupação para a economia mundial.