Ex-imperatriz Farah Diba propõe filho Reza Pahlavi como alternativa para o Irã em busca de “Estado de Direito”

Após décadas vivendo no exílio entre Paris e os Estados Unidos, a ex-imperatriz Farah Pahlavi, aos 87 anos, reaparece na cena política com uma proposta ousada para o futuro do Irã. Diante da complexa situação atual do país, ela apresentou seu filho, Reza Pahlavi, de 65 anos, como uma alternativa para o estabelecimento de um “Estado de Direito” em sua terra natal.

Reza Pahlavi, assim como sua mãe, deixou o Irã em 1979, ano da Revolução Islâmica. A dinastia Pahlavi, à qual pertencem, foi iniciada em 1925 pelo avô de Reza, um oficial da brigada de cossacos persas. A trajetória da família é marcada por glórias e sofrimentos, com a atual ex-imperatriz tendo acompanhado o marido, o Xá Reza Pahlavi, em seu exílio.

Farah Diba, que era estudante de arquitetura em Paris quando conheceu o Xá, construiu uma imagem de imperatriz culta e elegante, amiga de artistas e estilistas, enquanto seu marido era visto como um imperador mais protocolar. O casal teve quatro filhos, dois dos quais faleceram tragicamente no exílio. As chances de sucesso da proposta de Farah Diba com seu filho Reza podem parecer reduzidas, mas, historicamente, a própria ascensão dela ao posto de imperatriz também enfrentou pouca probabilidade.

O Arquivamento do Inquérito das Joias Sauditas

Em outro contexto político, a repórter Pepita Ortega revelou uma decisão significativa: o procurador-geral Paulo Gonet pediu o arquivamento do inquérito referente às joias presenteadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021. O caso, que gerou grande repercussão em 2023, envolveu joias cujo valor oscilou entre R$ 16,5 milhões e R$ 5 milhões.

Após semanas de debate público e investigações, o pedido de arquivamento pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sugere o encerramento da apuração, enviando o caso para o que a reportagem descreve como “sepultura”.

MDB Celebra 60 Anos com Acervo Digitalizado

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se prepara para celebrar seus 60 anos no próximo dia 24. Em comemoração, as atas das reuniões de sua Executiva Nacional serão disponibilizadas digitalizadas na internet, integrando o acervo do site da Fundação Ulysses Guimarães.

O partido, que teve diversas fases em sua história, chegou a discutir sua própria dissolução em 1970. Posteriormente, ganhou força ao confrontar a ditadura militar e se tornou o maior partido do Brasil, um período de ascensão que, com o tempo, deu lugar a um gradual declínio.

Ulysses Guimarães em Foco

A digitalização das atas do MDB permitirá uma profunda imersão na memória de Ulysses Guimarães, figura central do partido e do cenário político brasileiro entre 1916 e 1992. O material promete oferecer um panorama histórico valioso sobre as decisões e os rumos do partido ao longo de suas décadas de existência.