Professor de Jiu-Jítsu Melqui Galvão tem prisão por abuso sexual convertida para preventiva em SP, com mais de 7 vítimas relatando crimes

A Justiça de São Paulo converteu a prisão temporária de Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, em prisão preventiva por tempo indeterminado. O lutador e policial civil é investigado por diversos casos de abuso sexual contra alunas.

Melqui Galvão, que também atua como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas, foi preso no final de abril. Ele chegou a São Paulo no dia 7 de maio, após ser transferido do Amazonas, onde as investigações sobre os crimes tiveram início.

As apurações ganharam força após a denúncia de uma ex-aluna de 17 anos, que relatou ter sofrido abusos durante uma competição internacional. Conforme informações divulgadas pela polícia, ao menos sete vítimas já vieram a público relatar crimes semelhantes cometidos pelo professor de jiu-jítsu.

O caso e as investigações em andamento

A investigação começou a ser conduzida após uma adolescente de 17 anos, que era aluna de Melqui Galvão, denunciar atos libidinosos não consentidos. Esses incidentes teriam ocorrido durante uma competição esportiva realizada no exterior. A vítima reside atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades brasileiras com o apoio de seus familiares.

A gravidade das denúncias levou ao afastamento cautelar de Melqui Galvão de suas funções como policial civil na Polícia Civil do Amazonas, onde ele atuava como instrutor de defesa pessoal. A instituição informou que ele era servidor efetivo e estava lotado no setor de capacitação.

Entenda a diferença entre prisão temporária e preventiva

A prisão temporária é uma detenção por um período limitado, utilizada durante as investigações policiais. Seu objetivo é auxiliar na apuração dos fatos, como evitar interferências ou a destruição de provas, e possui um prazo definido. Geralmente, é aplicada antes mesmo da formalização da denúncia.

Já a prisão preventiva não tem prazo determinado e pode ser decretada pela Justiça em diversas situações. Ela visa garantir a ordem pública, impedir a fuga do suspeito, assegurar que testemunhas não sejam ameaçadas ou garantir o andamento regular do processo judicial.

Irmão de Melqui Galvão também é preso

As investigações avançaram e, nesta terça-feira (26), o irmão de Melqui Galvão, Enoque Galvão, também policial civil, foi preso em Manaus. Ele é acusado de estupro e importunação sexual contra menores. Além disso, Enoque é investigado por ter facilitado a entrada de um celular na cela onde Melqui Galvão estava detido temporariamente.

Melqui Galvão é uma figura conhecida no meio esportivo como um respeitado professor e faixa preta de jiu-jítsu, sendo proprietário de uma academia na Zona Norte de Manaus. A evolução do caso e a confirmação de mais vítimas reforçam a necessidade de rigor na apuração dos fatos.