A presidência da Alesp se tornou um palco de intensa disputa política, com o PL buscando manter o controle e o PSD articulando para assumir o comando no próximo ano.
A movimentação nos bastidores da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) indica uma forte disputa pelo cargo de presidente para o próximo biênio. Com a saída do atual presidente, André do Prado (PL), que almeja uma vaga no Senado, a cadeira ficou disponível, acirrando os ânimos entre os partidos da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O Partido Liberal (PL) tem como meta consolidar sua força na Alesp, visando eleger a maior bancada nas próximas eleições. A intenção é que o partido que obtiver o maior número de deputados tenha o direito de indicar o novo presidente, seguindo uma praxe política. Contudo, a decisão final caberá ao governador Tarcísio.
Enquanto isso, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, também se movimenta com o objetivo de emplacar seu nome na presidência. O partido argumenta que não foi contemplado adequadamente na montagem da chapa majoritária do governo, o que justificaria a indicação para um posto de destaque na Alesp. Essa disputa, conforme informações divulgadas, reflete as complexas alianças e os interesses em jogo no cenário político paulista.
PL aposta em maioria para manter presidência da Alesp
O PL demonstra confiança em sua capacidade de emplacar um nome para a presidência da Alesp, condicionando essa ambição à conquista da maior bancada na eleição de outubro. O partido estima eleger, no mínimo, 23 deputados, o que lhe daria um forte argumento para manter o controle do Legislativo paulista. Essa estratégia visa consolidar a influência do partido no estado.
PSD rivaliza com o PL e busca espaço na Mesa Diretora
O PSD não pretende ficar para trás na disputa e projeta eleger mais de 20 deputados, posicionando-se como um rival direto do PL pela presidência da Alesp. A legenda de Gilberto Kassab argumenta que a falta de contemplação na chapa majoritária, que incluiu a ida do vice-governador Felício Ramuth para o MDB e a ausência de indicações para o Senado, justifica sua reivindicação.
Tarcísio de Freitas tem a palavra final na escolha do presidente
Apesar das articulações partidárias, a palavra final sobre quem ocupará a presidência da Alesp será do governador Tarcísio de Freitas. O nome que mais agrada ao governador, segundo informações, é o de Gilmaci Santos (Republicanos), seu líder na Assembleia. No entanto, o próprio deputado prefere focar em sua reeleição antes de discutir o assunto.
Divergências internas no PL e articulações bolsonaristas
Internamente no PL, a sucessão de André do Prado na presidência da Alesp não é consensual. Deputados alinhados ao bolsonarismo articulam a candidatura de um representante que se diferencie de Prado, visto como mais próximo do centrão. Embora ainda não haja um nome consolidado, nomes como Gil Diniz, Lucas Bove e Tenente Coimbra estão sendo cogitados por este grupo.