STJ nega habeas corpus para irmão de Djidja Cardoso e mantém prisão preventiva
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da falecida ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. Ademar está preso preventivamente desde 2024, sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e associação para o tráfico, no contexto das investigações sobre o uso e distribuição de cetamina, substância conhecida como ketamina.
A decisão do STJ ocorre em um momento delicado para a família, após a morte de Djidja Cardoso, ocorrida em maio de 2024, que ganhou repercussão nacional. A investigação sobre o uso e distribuição de cetamina se intensificou após o falecimento da empresária, que já enfrentava quadros de depressão.
A defesa de Ademar alegou excesso de prazo na prisão preventiva, argumentando que a demora no julgamento configuraria constrangimento ilegal. A petição buscava a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas. Conforme informação divulgada pelo portal G1, a defesa sustentou que o processo ficou paralisado por cerca de 153 dias após a anulação de uma sentença anterior, o que, segundo eles, justificaria a soltura.
Justiça mantém prisão e aponta gravidade do caso
Ao analisar o pedido liminar, o ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, considerou que, em uma análise preliminar, não há elementos suficientes para determinar a soltura imediata de Ademar. O ministro destacou que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) já havia apontado **elementos concretos** para a manutenção da prisão preventiva.
Entre esses elementos, o TJAM citou a **gravidade da conduta investigada**, a **atuação estruturada do grupo** envolvido e a **necessidade de garantir a ordem pública**. A decisão ressalta que a complexidade do processo, o número de réus e o andamento da ação penal justificam a demora, afastando, neste momento, a tese de excesso de prazo.
Histórico do caso e a morte de Djidja Cardoso
Ademar Farias Cardoso Neto está preso desde 2024. A investigação ganhou força após a morte de Djidja Cardoso, de 32 anos, encontrada sem vida em sua residência em Manaus. Djidja, que foi sinhazinha do Boi Garantido entre 2016 e 2020, era uma figura conhecida no Festival de Parintins.
Pouco antes de sua morte, Djidja havia compartilhado em redes sociais que estava se recuperando de um quadro de depressão e outros problemas de saúde. O caso, que envolve alegações de tráfico de drogas e associação para o tráfico, além do uso de cetamina, gerou grande comoção e debate público.
Próximos passos no processo
Com a decisão do STJ de negar o pedido liminar, o caso segue em andamento. O tribunal solicitou informações atualizadas ao juízo de primeiro grau e ao TJAM sobre o andamento do processo e a situação atual de Ademar. Após a manifestação das instâncias locais, o Ministério Público Federal (MPF) analisará o caso e, posteriormente, ele será julgado no mérito.
A defesa de Ademar ainda pode apresentar novos recursos, mas a decisão do STJ representa um revés significativo na busca pela liberdade provisória do irmão da ex-sinhazinha. A **investigação continua** e a justiça busca esclarecer todos os fatos relacionados ao uso e distribuição da cetamina e ao falecimento de Djidja Cardoso.