Trump cogita ação sobre Cuba após lidar com Irã e menciona Marco Rubio para “finalizar acordo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (23) que os EUA “vão cuidar de Cuba” após resolverem questões com o Irã. Em um comício realizado na Flórida, Trump também mencionou que enviaria o Secretário de Estado, Marco Rubio, para “finalizar o acordo”, embora os detalhes sobre qual acordo se refere não tenham sido explicitados.
Essas declarações reacendem a tensão nas relações entre os dois países, que já enfrentam um embargo econômico imposto pelos EUA há mais de seis décadas. O governo Trump tem intensificado a pressão sobre Havana, especialmente após a captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro.
A meta declarada do governo Trump é a de promover uma mudança no governo comunista de Cuba. O presidente americano já havia previsto no mês passado que um acordo seria alcançado, descartando a necessidade de uma ação militar. As informações foram divulgadas com base no conteúdo apresentado.
Pressão econômica e escassez de combustível em Cuba
A imposição de um bloqueio petrolífero pelos Estados Unidos no início deste ano já colocou Cuba sob forte pressão econômica. O país caribenho tem enfrentado uma severa escassez de combustível, o que tem agravado os apagões e impactado a infraestrutura já precária.
O embargo americano contra Cuba, que perdura por mais de 60 anos, tem sido um ponto central nas relações bilaterais. A intensificação das medidas pelo governo Trump visa aumentar o isolamento e a pressão sobre o regime cubano.
Cuba aberta ao diálogo, mas cautelosa com novas medidas
Apesar da retórica de Trump, o ministro das Relações Exteriores de Cuba declarou na Assembleia Geral da ONU, no mês passado, que a ilha estaria sempre aberta ao diálogo com Washington. Essa postura sinaliza a disposição cubana em buscar caminhos para a normalização das relações, mesmo diante das crescentes pressões.
A menção de Trump a Marco Rubio, um senador com histórico de posições firmes em relação a Cuba, levanta questões sobre a natureza do “acordo” que o presidente americano pretende “finalizar”. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos dessa nova fase nas tensões entre EUA e Cuba.