Trump anuncia morte de Ali Khamenei e defende “justiça para o povo do Irã”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou uma rede social neste sábado para afirmar que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, faleceu em uma operação conjunta entre EUA e Israel. Segundo Trump, o aiatolá foi alvo de bombardeios em uma ação que ele classificou como “justiça para o povo do Irã”.

A declaração, divulgada em sua plataforma, detalha a participação americana e israelense na ação, que teria culminado na morte de Khamenei e outros líderes iranianos. Trump enfatizou que essa seria uma oportunidade para o povo iraniano retomar o controle de seu país.

Conforme relatado por Trump, a inteligência e os sistemas de rastreamento americanos, em colaboração com Israel, foram cruciais para o sucesso da operação. Ele também mencionou que membros da Guarda Revolucionária e outras forças de segurança iranianas estariam buscando imunidade, alertando para as consequências caso não se unam aos “patriotas iranianos”. A informação sobre a morte de Ali Khamenei e os ataques foi divulgada por Trump e repercutida pela imprensa internacional.

Quem foi Ali Khamenei: Uma vida de poder e repressão

Ali Khamenei, nascido em 1939 em Mashhad, comandou o Irã por quase quatro décadas. Originário de uma família humilde, ele ascendeu politicamente após a revolução islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. Khamenei se tornou uma figura central, ocupando posições como a de presidente antes de suceder Khomeini como líder supremo em 1989.

Durante seu longo período no poder, Khamenei foi conhecido por sua postura firme contra a oposição interna e por manter uma política externa hostil aos Estados Unidos e a Israel. Ele era visto como o guardião dos valores da revolução, mas seu regime foi marcado pela forte repressão a protestos, como a Onda Verde em 2009 e as manifestações de 2019 e 2022, após a morte de Mahsa Amini.

A economia iraniana, afetada por sanções ocidentais e pela instabilidade regional, também contribuiu para a crescente insatisfação popular durante seus últimos anos. A morte de Khamenei, segundo Trump, visa trazer “paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.

O Ataque Conjunto: Detalhes da Operação

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque de grande escala contra o Irã na manhã deste sábado, resultando em um número significativo de mortos e feridos, conforme informações da imprensa iraniana baseada em dados do Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades iranianas, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lança-mísseis. Fontes ouvidas pela agência Reuters indicaram a morte do Ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. A imprensa estatal iraniana também relatou a morte de 85 pessoas em uma escola de meninas e outras 15 em um ginásio na região sul do país.

Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel, acionando sistemas de alerta. Explosões foram ouvidas em vários países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, que abrigam bases americanas. Os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado mísseis iranianos, e a agência Reuters reportou a morte de quatro pessoas na Síria após um míssil atingir um prédio.

Retaliação e Consequências Regionais

A retaliação iraniana contra o ataque conjunto de EUA e Israel gerou uma onda de explosões em diversos países da região, incluindo nações que sediam bases militares americanas. O Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, prometendo mais ataques nos próximos dias. Netanyahu também fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime.

Em inglês, Netanyahu comentou a declaração de Trump dizendo “A ajuda chegou”, referindo-se ao apoio americano aos manifestantes iranianos. A situação no Oriente Médio permanece tensa, com o mundo observando os desdobramentos deste conflito em escalada.