Trump exige coalizão de 7 países para patrulhar Estreito de Ormuz: China recebe 90% de seu petróleo pela rota
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (data não especificada na fonte) que solicitou a cerca de sete países que enviem embarcações de guerra para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita a jornalistas enquanto o presidente retornava para Washington a bordo do Air Force One. Apesar da exigência, Trump admitiu que ainda não obteve compromissos firmes dos países contatados, em um cenário de alta nos preços do petróleo devido à escalada de tensões com o Irã.
O líder americano, no entanto, optou por não divulgar os nomes das nações com as quais o governo dos EUA está negociando. A formação dessa coalizão visa manter a via marítima, por onde transita aproximadamente um quinto do petróleo comercializado mundialmente, aberta e segura. Trump enfatizou que a proteção do estreito é, antes de tudo, uma responsabilidade dos países que dependem dessa rota para seu abastecimento energético, e não uma necessidade primordial para os EUA, que possuem acesso autônomo ao petróleo.
As declarações de Trump foram divulgadas em meio a um contexto de crescentes atritos entre Washington e Teerã. O Irã, por sua vez, afirmou que o estreito permanece aberto para todas as nações, com exceção dos Estados Unidos e seus aliados. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, indicou que o país foi procurado por diversas nações buscando passagem segura para seus navios, e que a decisão final cabe às forças armadas iranianas. As informações foram divulgadas pelo jornal [Nome do jornal, se disponível na fonte, caso contrário, omitir] com base em declarações do presidente americano e do ministro iraniano.
China é grande dependente da rota, aponta Trump
Donald Trump destacou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para a China, afirmando que o país asiático importa cerca de 90% de seu petróleo por essa via. Os Estados Unidos, por outro lado, consomem uma quantidade mínima de petróleo que passa pelo estreito. O presidente americano se esquivou de comentar sobre a possível participação da China na coalizão.
Irã sugere negociações sobre passagem segura, mas descarta diálogo com EUA
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou à CBS que Teerã tem sido contatada por vários países interessados em garantir a passagem segura de suas embarcações pelo Estreito de Ormuz. Ele ressaltou que a decisão sobre quais grupos de navios serão autorizados a transitar compete às forças armadas iranianas. No entanto, Araghchi foi enfático ao afirmar que o Irã não vê motivos para dialogar com os americanos sobre o fim do conflito, atribuindo o início das hostilidades a Israel e aos EUA em 28 de fevereiro, durante negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano.
Reino Unido e Coreia do Sul consideram pedido de Trump, Alemanha se mostra cética
O Reino Unido informou que o primeiro-ministro Keir Starmer discutiu com Donald Trump a importância de reabrir o estreito para o transporte marítimo global. Separadamente, Starmer também abordou o tema com o primeiro-ministro do Canadá. A Coreia do Sul declarou ter “tomado nota” do pedido de Trump e que irá coordenar e analisar a situação cuidadosamente com os EUA. Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, expressou ceticismo, questionando se o país se tornará parte ativa no conflito em breve.
Liberação de estoques emergenciais de petróleo e ataques no Golfo
Em paralelo às discussões diplomáticas, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou que estoques emergenciais de petróleo começarão a ser liberados nos mercados globais, em uma ação coletiva sem precedentes para conter a alta dos preços. A AIE aumentou o volume a ser liberado para quase 412 milhões de barris. Enquanto isso, países árabes do Golfo, como Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein, relataram novos ataques com mísseis e drones. O Irã acusou os EUA de realizar ataques na ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, a partir dos Emirados Árabes Unidos, o que foi negado pelas autoridades locais. O Irã ameaçou atacar infraestruturas energéticas ligadas aos EUA caso suas próprias instalações de petróleo sejam atingidas.