Trump afirma que EUA ‘dizimaram’ o Irã e cobra países por segurança no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (14) que os EUA “dizimaram completamente o Irã”, tanto militar quanto economicamente. Ele fez um apelo para que as nações que dependem do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz assumam a responsabilidade pela segurança da passagem.

A declaração, feita através da plataforma Truth Social, sugere uma mudança na postura americana, onde a segurança de uma rota marítima crucial para o fornecimento global de energia seria compartilhada. Trump enfatizou que os EUA “ajudarão”, mas de forma limitada.

Anteriormente, Trump já havia manifestado a necessidade de outras nações contribuírem para a manutenção do tráfego marítimo livre no Estreito. O fluxo de navios na área sofreu uma redução significativa após o Irã anunciar o bloqueio da rota em resposta a ações dos EUA e de Israel.

Países são convocados a enviar navios de guerra

Em outra publicação, o ex-presidente americano indicou que diversas nações devem enviar seus navios de guerra para cooperar com os EUA. O objetivo seria garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e seguro para a navegação internacional.

Trump mencionou especificamente países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Ele espera que essas nações, diretamente afetadas pelas restrições impostas, enviem embarcações para a região. A intenção é evitar que o estreito se torne uma ameaça em potencial, vindo de uma nação que, segundo ele, foi “totalmente dizimada”.

Estreito de Ormuz, rota estratégica de petróleo

O Estreito de Ormuz é um ponto geográfico de extrema importância estratégica. Ele serve como o principal corredor para o transporte de petróleo bruto e produtos refinados para o mercado global. Uma interrupção no tráfego por ali pode gerar instabilidade nos preços internacionais do barril.

A tensão na região aumentou após o anúncio do Irã sobre o bloqueio da rota. Essa medida foi vista como uma retaliação a ações específicas dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano, intensificando o cenário geopolítico na área.