O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta última sexta-feira (26/6), tornar sigiloso o processo que investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, classificada no nível 3 de restrição, foi aplicada pelo ministro André Mendonça, que agora relata o caso por prevenção, após a redistribuição determinada pelo ministro Edson Fachin.
O inquérito, formalizado como uma notícia-crime, foi protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e mira o ex-presidente e seus filhos, os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A acusação central é a de que recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, destinados à produção do longa-metragem, podem ter sido desviados para custear atividades políticas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Com o sigilo grau 3 — um dos cinco níveis previstos na corte, usado para proteger a eficácia de decisões e resguardar diligências —, os detalhes do pedido de investigação ficarão sob restrição. Ainda segundo o STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar sobre o caso na próxima segunda-feira (29/6). O processo já está cadastrado no sistema eletrônico do tribunal como confidencial, seguindo o mesmo padrão adotado em outros casos ligados à família Bolsonaro, como o chamado “caso Master”.

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