EUA interceptam petroleiro no Oceano Índico transportando petróleo venezuelano

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos realizou uma nova interceptação de um petroleiro no Oceano Índico, desta vez o Veronica III, de bandeira panamenha. A ação ocorreu neste domingo (15) e faz parte de uma série de operações para coibir o transporte de petróleo em desafio às sanções impostas pelos EUA.

O navio foi acusado de violar o embargo americano ao carregar petróleo originário da Venezuela. Essa é a segunda interceptação de um petroleiro na região em apenas uma semana, após a abordagem do Aquila II na semana anterior, que tentou fugir antes de ser detido.

As informações detalhadas sobre a operação e o contexto das sanções foram divulgadas, conforme apurado pelo g1, baseando-se em dados de rastreamento marítimo e informações oficiais do governo dos EUA. A determinação americana em controlar o fluxo marítimo de petróleo sancionado é clara.

Rastreamento e Abordagem no Oceano Índico

Segundo o Departamento de Guerra, as forças americanas conduziram uma “interdição marítima e abordagem do Veronica III sem incidentes”. A operação ocorreu na área de responsabilidade do Comando do Pacífico dos EUA (INDOPACOM). O navio foi rastreado desde o mar do Caribe até sua interceptação no Oceano Índico.

“Rastreamos o navio do Caribe até o Oceano Índico, reduzimos a distância e o interceptamos”, informou o Departamento de Guerra em uma publicação na rede social X. Essa declaração reforça a capacidade de vigilância e ação dos EUA em vastas áreas marítimas.

Conexão com Sanções e Petróleo Sancionado

O petroleiro Veronica III está sujeito a sanções dos Estados Unidos relacionadas ao Irã, de acordo com o site do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, citado pela agência Associated Press. O navio deixou a Venezuela em 3 de janeiro com quase 2 milhões de barris de petróleo bruto e óleo combustível.

Organizações como o TankerTrackers.com, que monitoram o tráfego marítimo, indicaram que o Veronica III tem se envolvido no transporte de petróleo russo, iraniano e venezuelano desde 2023. Essa prática é vista pelos Estados Unidos como uma violação direta de suas políticas de sanções.

Mensagem Clara dos EUA: “Águas internacionais não são refúgio”

Em tom firme, o Departamento de Guerra reiterou a mensagem enviada após a abordagem do Aquila II. “A embarcação tentou desafiar a quarentena imposta pelo presidente Trump – na esperança de escapar. Nenhuma outra nação tem o alcance, a resistência ou a determinação para fazer isso.”

A declaração continua: “Águas internacionais não são refúgio. Por terra, ar ou mar, nós o encontraremos e faremos justiça. O Departamento de Guerra negará a atores ilícitos e seus representantes a liberdade de movimentação no domínio marítimo”. A fala demonstra a política de tolerância zero dos EUA em relação ao transporte de petróleo sancionado.

Interceptações Recorrentes e Capacidade Marítima

Desde dezembro de 2025, navios petroleiros com capacidade superior a 300 mil toneladas, utilizados no transporte de petróleo cru, têm sido alvos de interceptações. Esses dados, compilados por agências de rastreamento marítimo e o governo dos EUA, indicam uma estratégia contínua de aplicação das sanções.

A capacidade dos EUA de rastrear e interceptar embarcações em longas distâncias, como demonstrado na interceptação do Veronica III, ressalta o alcance global de suas operações de fiscalização marítima e seu compromisso em fazer cumprir as sanções econômicas.