Pastor José Wellington Costa Junior pede oração para campanha de Flávio Bolsonaro e invoca livramento divino para o país em celebração religiosa
Em um culto evangélico que reuniu milhares de fiéis em Maceió, o pastor José Wellington Costa Junior, presidente da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil, convidou o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao altar. Durante a cerimônia, o pastor proferiu uma oração pedindo bênçãos para a campanha do senador e, em um momento de forte apelo, suplicou para que “o Brasil seja liberto das garras de Satanás”.
A oração, que visava abençoar a candidatura de Flávio Bolsonaro e de outros políticos presentes, foi acompanhada por uma multidão. Na transmissão oficial do evento, que celebrava os 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas, cerca de oito mil pessoas acompanhavam online, evidenciando a expressiva audiência.
A participação de Flávio Bolsonaro no culto e o pedido de oração por sua campanha levantam discussões sobre a legalidade de pedidos de voto em ambientes religiosos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui entendimentos divergentes sobre o tema, mas já puniu casos de abuso de poder religioso e propaganda eleitoral irregular em cultos, com decisões que podem levar à cassação da chapa e inelegibilidade.
Políticos presentes e apelo por “bênção”
Além de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também esteve presente no altar. Lira, que tem apoio do presidente da Assembleia de Deus em Alagoas, José Orisvaldo Nunes de Lima, teve seu filho, Gunnar Nicácio, candidato a deputado federal pelo PP. Nunes de Lima, por sua vez, destacou que os políticos presentes eram “homens que também não querem a desgraça do Brasil”.
Outras figuras políticas que subiram ao altar incluíram o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro, o deputado federal delegado Fábio Costa (PP-AL), vereadores do PL e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Pode). O pastor José Wellington Costa Junior justificou a presença deles como um momento para “receber a oração da igreja”.
Debate sobre a legalidade de pedidos de voto em cultos
O pedido de votos em cultos religiosos é uma prática que gera controvérsia e pode ser considerada irregular. O TSE já se posicionou em casos onde houve abuso de poder religioso e propaganda eleitoral. A decisão judicial, em cada caso, considera se houve pedido explícito de voto durante a celebração.
Flávio Bolsonaro, questionado pela imprensa sobre a legalidade da oração em seu favor, preferiu não se pronunciar e deixou o local sem responder às perguntas. A população presente demonstrou apoio ao senador, com aplausos e exaltação às falas dos pastores, especialmente sobre a proibição de bebedeira e o livramento divino.
Evangélicos e o apoio a Flávio Bolsonaro
O segmento evangélico representa uma parcela significativa do eleitorado que demonstra apoio majoritário a Flávio Bolsonaro, enquanto o presidente Lula (PT) enfrenta maiores dificuldades em obter adesão neste grupo. O candidato do PL tem intensificado a aproximação com líderes religiosos, que preparam atos em todo o país para declarar apoio formal.
A presença e a oração em favor de Flávio Bolsonaro em um evento de grande porte como este reforçam a estratégia de campanha em buscar o apoio do eleitorado evangélico, um público considerado fundamental para o sucesso eleitoral. A vinculação de temas religiosos com a política continua a ser um ponto central no debate público e eleitoral.