Parintins sob densa fumaça: Queimadas intensificam crise de qualidade do ar e afetam rotina na Amazônia
Imagens chocantes capturadas na noite de sexta-feira (6) revelam a cidade de Parintins, no Amazonas, completamente encoberta por uma espessa camada de fumaça proveniente de queimadas na região. A situação se agravou neste sábado (7), com a qualidade do ar atingindo níveis alarmantes, classificados como “pessimos” pelas autoridades ambientais.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou uma concentração de partículas no ar de 162,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na manhã deste sábado. Este índice supera em muito o limite considerado seguro, que é de até 25 µg/m³, para a qualidade do ar ser classificada como boa.
Diante da severa poluição atmosférica, a Defesa Civil de Parintins emitiu um alerta à população, recomendando o uso de máscaras e a minimização da exposição à fumaça. A situação já vinha se deteriorando desde quarta-feira (4), quando o Inpe detectou 19 focos de queimadas na área. Conforme informação divulgada pelo Selva e demais órgãos de monitoramento ambiental, as autoridades buscam controlar os incêndios que ameaçam inclusive áreas de preservação e propriedades rurais.
Aulas suspensas e medidas emergenciais contra a fumaça
A qualidade do ar em Parintins atingiu um ponto crítico neste sábado (7), com o aplicativo Selva registrando 162,8 µg/m³ de partículas. Essa concentração é considerada “pessima”, impactando diretamente a saúde pública e as atividades cotidianas. Como medida preventiva, as aulas em todas as instituições públicas de ensino da cidade foram suspensas.
A retomada das atividades escolares está condicionada à melhora significativa da qualidade do ar. A fumaça densa, visível nas imagens da noite de sexta-feira, é resultado direto dos incêndios florestais que assolam a região desde o início da semana. Um dos focos de fogo mais preocupantes ameaça a Fazenda da Esperança, localizada em Vila Amazônia.
Combate intensificado com apoio aéreo e brigadistas
O combate aos incêndios em Parintins recebeu reforços importantes. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou sete aeronaves para auxiliar no enfrentamento às chamas. Além do apoio aéreo, houve o envio de brigadistas e veículos especializados para intensificar os esforços em terra.
O Inpe registrou 19 focos de queimadas na quarta-feira (4), evidenciando a gravidade da situação. Na quinta-feira (5), a fumaça já havia comprometido a qualidade do ar, com índices acima de 100 µg/m³, segundo o Selva. A mobilização de voluntários, pessoas acolhidas pela Fazenda da Esperança e equipes do Corpo de Bombeiros tem sido crucial no controle do fogo.
Alerta da Defesa Civil e riscos à saúde
A Defesa Civil de Parintins emitiu um alerta à população na noite de sexta-feira (6), aconselhando o uso de máscaras e a redução da exposição à fumaça. A qualidade do ar, classificada como “pessima” pelo Selva, representa sérios riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios. A escala do Selva indica que níveis acima de 25 µg/m³ já afetam a qualidade do ar, passando por classificações como “moderada”, “ruim”, “muito ruim” até chegar ao “pessimo”.