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Amazonas

Paralisação na Cozinha do Hospital de Tabatinga: Funcionários Cobram 4 Meses de Salários Atrasados e Impactam Serviço

Paralisação na Cozinha do Hospital de Tabatinga: Funcionários Cobram 4 Meses de Salários Atrasados e Impactam Serviço

Funcionários da cozinha do Hospital de Tabatinga paralisam atividades após quatro meses de salários atrasados

A rotina no Hospital de Tabatinga, localizado no interior do Amazonas, foi drasticamente alterada na última sexta-feira (10). Funcionários da cozinha decidiram paralisar parte de suas atividades em um protesto claro e objetivo: a cobrança de **quatro meses de salários atrasados**.

A situação, que já se tornou um ciclo vicioso para os trabalhadores, não é novidade. Segundo relatos dos próprios cozinheiros, os atrasos salariais se tornaram uma **recorrência há mais de três anos**, criando um cenário de incerteza e dificuldade financeira constante.

A paralisação, embora parcial, já gerou impactos visíveis no hospital, especialmente no fornecimento de refeições para a equipe de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e a empresa responsável pelo serviço ainda não apresentaram uma solução concreta. Conforme informação divulgada pelos trabalhadores, a empresa contratada pela SES-AM para o serviço de alimentação no hospital não indicou uma data para a regularização dos pagamentos pendentes.

Atrasos Salariais se Tornam Crônicos na Alimentação Hospitalar

A insatisfação dos funcionários da cozinha do Hospital de Tabatinga atinge um ponto crítico. Eles afirmam que, mesmo quando um dos meses em atraso é quitado, outros permanecem pendentes, o que impede que os débitos sejam totalmente regularizados. Essa situação, que se arrasta por mais de três anos, tem gerado grande revolta e desespero entre os trabalhadores.

Um dos funcionários, que preferiu não se identificar, desabafou sobre a falta de fiscalização e apoio: “Isso já acontece há mais de três anos e não tem nenhum órgão de fiscalização que ajude. Não é só a cozinha, mas outras empresas também estão com salários em atraso”, declarou. A falta de um órgão fiscalizador efetivo agrava o problema, deixando os trabalhadores à mercê da boa vontade das empresas contratadas.

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Impacto no Fornecimento de Refeições e Assistência à Saúde

A paralisação parcial da equipe da cozinha teve um efeito direto no fornecimento de refeições dentro do Hospital de Tabatinga. Desde o início do protesto, os **profissionais de saúde deixaram de receber alimentação** durante o expediente, um benefício essencial para o bom desempenho de suas funções.

Antes da paralisação, o hospital oferecia café da manhã, almoço, lanche e jantar para todos os servidores da unidade. Agora, com a interrupção das atividades, as refeições passaram a ser destinadas **exclusivamente aos pacientes internados e seus acompanhantes**. Essa medida visa garantir, prioritariamente, a continuidade da assistência hospitalar aos que mais necessitam.

Cobrança por Solução Urgente e Falta de Resposta

Os funcionários da cozinha decidiram interromper parte das atividades para **cobrar uma solução imediata** da empresa responsável pelo serviço de alimentação. A expectativa é que a pressão da paralisação force a empresa a honrar seus compromissos financeiros com os trabalhadores.

Até a última atualização desta reportagem, a empresa contratada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) **ainda não havia informado uma data concreta para regularizar os quatro meses de salários em atraso**. A Rede Amazônica buscou contato com a SES-AM e com a empresa responsável pelo contrato para obter um posicionamento sobre os atrasos salariais e as medidas que serão adotadas para normalizar o fornecimento das refeições, mas não obteve resposta até o momento da publicação.

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