Maria do Carmo, candidata ao Governo do Amazonas, destaca a necessidade de preparação para os ciclos anuais de seca e cheia, diferenciando-os da crise climática.
Em sua participação na série de entrevistas da Rede Amazônica com os postulantes ao Governo do Amazonas em 2026, a Professora Maria do Carmo (PL) enfatizou a importância de o estado se preparar de forma mais eficaz para os períodos de seca e cheia, fenômenos recorrentes na região.
A candidata, que integrou a sabatina nesta segunda-feira (14), afirmou que a convivência com esses eventos é uma constante em sua vida e na realidade amazônica. Para ela, o foco deve ser em oferecer suporte à população ribeirinha, que é diretamente impactada por essas variações climáticas sazonais.
Durante a entrevista, que abordou também temas como economia, educação, saúde, segurança pública e infraestrutura, Maria do Carmo respondeu a questionamentos sobre a crise climática, propondo uma distinção entre os eventos climáticos amazônicos e um cenário de crise global. Conforme informação divulgada pela Rede Amazônica, a candidata defende que o poder público deve concentrar esforços em medidas de prevenção e apoio às populações afetadas pelos eventos sazonais.
Crise Climática vs. Realidade Amazônica: Uma Distinção Necessária
Ao ser questionada sobre a relação entre as secas e cheias no Amazonas e a crise climática, Maria do Carmo argumentou que esses fenômenos são parte intrínseca da dinâmica regional. Ela destacou que a verdadeira crise climática, em sua visão, se manifestaria por eventos extremos e incomuns, como tufões ou nevascas, algo que não é observado no estado.
“Quando tem seca e cheia, a gente não está falando de crise climática”, declarou a candidata. “Eu digo que crise climática aqui no Amazonas seria tufões, furacões, cair nevasca, algo surreal. O que a gente precisa realmente é trabalhar para prevenir o que a gente já sabe que vai acontecer”, complementou.
A candidata relatou ter presenciado os impactos da estiagem na rotina da população durante uma visita recente a Tabatinga, reforçando a urgência de ações concretas. A Professora Maria do Carmo ressaltou que a falta de saneamento e de água potável em municípios do interior, como Benjamin Constant e Atalaia do Norte, são falhas de políticas públicas e não diretamente ligadas à emergência climática.
Infraestrutura e Soluções Permanentes para Comunidades Ribeirinhas
Maria do Carmo defendeu a necessidade de investimentos em infraestrutura permanente para mitigar os efeitos da vazante dos rios nas comunidades ribeirinhas. Ela apontou as dificuldades de deslocamento enfrentadas pelos moradores durante a seca, que muitas vezes precisam percorrer longas distâncias para transportar mercadorias.
“Por que não pensamos em soluções alternativas que facilitem a vida das pessoas, tipo passarelas permanentes, não de madeira?”, questionou a candidata. A proposta visa criar mecanismos para antecipar e gerenciar os problemas anuais, oferecendo melhores condições de vida para a população do interior.
Fortalecendo a Presença do Estado no Interior
A candidata também propôs a ampliação da presença do Estado nos municípios por meio da criação de subsedes administrativas em regiões estratégicas do Amazonas. Essa iniciativa tem como objetivo aproximar os serviços públicos da população e aprimorar a capacidade de resposta do governo às demandas locais.
Segundo Maria do Carmo, a intenção é utilizar estruturas já existentes para expandir a atuação do governo para além da capital, garantindo que as necessidades das comunidades do interior sejam atendidas de forma mais eficaz e ágil.