Manaus suspende aulas da rede municipal por qualidade do ar crítica
A cidade de Manaus amanheceu nesta quarta-feira (14) com a qualidade do ar em níveis alarmantes, levando à suspensão das aulas na rede municipal de ensino. A medida, que visa proteger a saúde de alunos e profissionais da educação, foi tomada após a constatação de índices que variam de “muito ruim a péssimo” em diversas regiões da capital amazonense.
A decisão de manter as escolas fechadas contraria um anúncio anterior da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que previa a retomada das atividades nesta quarta. No entanto, a persistência da poluição atmosférica exigiu uma nova avaliação, priorizando o bem-estar coletivo diante da emergência ambiental.
A fumaça que cobre Manaus é resultado de um grande número de queimadas que ocorrem tanto em municípios do interior do Amazonas quanto em outros estados brasileiros. Essa situação tem se agravado nas últimas semanas, impactando diretamente a vida na capital. As informações foram divulgadas pela Prefeitura de Manaus.
Qualidade do Ar Atinge Níveis Perigosos
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelam a gravidade da situação. Na manhã desta quarta-feira (14), a média da qualidade do ar em Manaus atingiu 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Este índice é classificado como “muito ruim” pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec).
Índices “Péssimos” em Áreas Críticas
Em algumas localidades específicas, a qualidade do ar chegou a ser classificada como “péssima”. Segundo o Selva, a concentração de partículas finas (PM2,5) alcançou 179,8 µg/m³ às 8h na Compensa, Zona Oeste da cidade, e 141,6 µg/m³ no Parque Dez. Outras áreas, como Petrólis, também registraram índices elevados, com 133,1 µg/m³.
Entendendo os Níveis de Poluição
Para contextualizar, o Selva informa que concentrações de até 25 µg/m³ são consideradas boas. Já índices acima de 125 µg/m³ entram na categoria “péssimo”, indicando um risco severo à saúde. Em outras partes de Manaus, como no Coroado, na Zona Leste, a concentração de partículas finas era de 117,8 µg/m³, ainda dentro da faixa “ruim a muito ruim”.
Queimadas são a Principal Causa
A Prefeitura de Manaus atribui a atual crise de qualidade do ar às intensas queimadas. Os focos de incêndio, concentrados principalmente nas regiões Leste e metropolitana do Amazonas, além de outros estados, liberam grandes quantidades de fumaça que são transportadas até a capital. A persistência desse cenário levanta preocupações sobre a saúde pública e a necessidade de medidas de controle mais eficazes contra as queimadas.